30 de abr de 2011

ISTOÉ revela escândalo envolvendo o vice-governador do Maranhão, Washington Oliveira

0 fugitivo, o ministro e a PF
Em menos de um mês, investigado pela PF encontra-se com o ministro da saúde, tem a prisão decretada, esconde-se da polícia na sede do PT em Brasília e consegue um habeas corpus para continuar livre
Claudio Dantas Sequeira


ALVO


Padilha (abaixo) recebeu em seu gabinete João Magalhães (alto),

que pretendia fraudar contratos com o Ministério da Saúde

    No início de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou uma operação que desbaratou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Barra do Corda, no Maranhão. Como ISTOÉ revelou, a quadrilha, formada por membros da família do prefeito Manoel Mariano de Souza, o Nenzim, desviou R$ 50 milhões dos cofres públicos, boa parte dinheiro do Fundeb que deveria ser aplicado nas escolas. Agora, a PF está concluindo um novo inquérito sobre desvios milionários nas contas do Incra maranhense. As duas investigações, embora independentes, têm em comum um mesmo personagem: o lobista João Batista Magalhães, comerciante maranhense, conhecido de políticos e empresários, que nos últimos anos acumulou prestígio e riqueza, tornando-se figura carimbada nos gabinetes de Brasília. No início deste ano, Magalhães chegou a ser recebido pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em seu gabinete, na Esplanada dos Ministérios.
    Apesar de não ser a figura central na nova série de escândalos maranhenses, João Batista Magalhães ocupa papel de destaque em cada um deles. Para a Polícia Federal, o lobista é peça importante para entender e desbaratar os esquemas de corrupção perpetrados por prefeitos do Estado. Por isso, ainda em fevereiro, pediu a prisão preventiva de Magalhães, que, mesmo diante de tantas denúncias, continuava na ponte aérea entre São Luís e Brasília. Foi na capital, aliás, que Magalhães se refugiou ao saber da ordem de prisão. Ao descobrir que poderia ser detido a qualquer momento, fez uso de sua rede de contatos no mundo político e conseguiu “asilo” na sede nacional do Partido dos Trabalhadores. Magalhães disparou telefonemas dali mesmo para advogados e amigos, um deles informante da PF. “Vimos no bina do telefone aquela sequência de três números 13. Quando pesquisamos, descobrimos que se tratava de uma linha do PT”, revela o delegado responsável pelo inquérito, Victor Mesquita.

FUGA
O delegado Marcelo Oliveira nega que a prisão do lobista foi abortada por decisão da cúpula da PF
    A operação havia sido deflagrada no dia 3 de fevereiro, uma quinta-feira. O lobista, que estava hospedado no Hotel Kubitschek Plaza, deixou o local na manhã da sexta-feira. As pistas com base nos telefonemas voltaram a esquentar no sábado, mas a sede do PT não abre nos fins de semana. Como não tinham mandado judicial, os federais tentaram lançar mão de um ofício chamado “consentimento de busca”, pelo qual o responsável pela sede do PT autorizaria a entrada dos agentes. Quando parecia que finalmente conseguiriam prender Magalhães, uma ligação da sede da Polícia Federal em Brasília suspendeu a ação. “Mandaram abortar a missão”, afirma uma fonte ligada à investigação. O chefe da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF, delegado Marcelo Oliveira, que comandou a busca, nega a versão. “O fato é que não conseguimos encontrá-lo em Brasília. A última informação foi que ele estava no Kubitschek Plaza”, afirma Oliveira.
    Na segunda-feira 7, Magalhães foi beneficiado por habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. O mesmo ato suspendeu a prisão preventiva do prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Souza, e de sua mulher, Francisca Teles, que também estavam foragidos. O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), diz desconhecer o episódio e também o lobista. “Nunca ouvi falar desse sujeito. Mas posso garantir que o diretório não serve de abrigo para ninguém, nem para criminosos nem para inocentes”, disse à ISTOÉ. O inquérito sigiloso, obtido por ISTOÉ, indica que Magalhães movimentou em sua conta e na de sua empresa quase R$ 10 milhões, entre 2007 e 2010. “Aproximadamente 50% destes depósitos são oriundos de cheques da Prefeitura de Barra do Corda”, diz a PF.

AMIZADE
O vice do Maranhão, Washington Luiz, gosta de pegar os carros de Magalhães emprestados
    Há duas semanas, Magalhães esteve na PF para depor sobre a participação no esquema de fraudes. Porém não deu detalhes de seu périplo em Brasília. Os agentes agora se perguntam se ele passou a noite da sexta-feira 4 de fevereiro para o sábado 5 no diretório do PT ou se alguém lhe entregou as chaves do local pela manhã. As suspeitas dos federais recaem sobre o vice-governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira (PT), a quem o lobista era extremamente ligado. Não foram poucas as vezes em que os dois foram vistos juntos em Brasília e no Maranhão. Em São Luiz, o vice-governador andava em carros do próprio Magalhães, que também emprestou seu Land Rover para caciques petistas que estiveram naquela cidade na campanha de 2010.
    A relação entre o lobista e o vice-governador tornou-se mais forte na época em que Washington Oliveira era assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, na gestão do ministro Luiz Dulci. “Ele levava os prefeitos para Brasília prometendo a liberação de verbas. Já fazia isso havia uns cinco anos, mas nos últimos dois anos ele ficou fortíssimo”, afirma um assessor parlamentar. Oliveira admite que conhece Magalhães, mas nega qualquer envolvimento com as atividades de lobby. Contra a versão do vice há informações de que, dois dias antes da operação da PF, ele apresentou Magalhães ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de quem era colega no governo Lula. Segundo fontes ligadas à investigação, depois de abocanhar verbas da educação e da reforma agrária, o lobista mirava na atual pasta de Padilha, a Saúde. Questionado pela reportagem, o ministro disse não conhecer o lobista, mas confirmou que ele fez parte de um grupo de cinco pessoas que lhe foram apresentadas pelo vice-governador maranhense no dia 1o de fevereiro, dois dias antes da decretação da prisão. Magalhães virou uma espécie de fantasma nas hostes petistas. E as investigações sobre seus negócios ainda vão assombrar muita gente.
Da Revista ISTOÉ

Questão de temperamento

Zuenir Ventura
    O presidente do Senado, José Sarney, classificou como uma "questão de temperamento" a atitude do colega e presidente da Comissão de Educação, Roberto Requião, que arrancou o gravador das mãos de um repórter da Rádio Bandeirantes que lhe perguntou se abriria mão de uma discutível aposentadoria vitalícia de R$24 mil por ter exercido o cargo de governador do Paraná. Depois de apagar a entrevista e ameaçar o jornalista - "Quer apanhar?" - o agressor justificou-se em plenário: "Há momentos em que a indignação é uma virtude como foi a do Cristo ao responder aos vendilhões do templo." Não é a primeira vez que Requião perde a cabeça e sofre um desses surtos de "indignação". Teve tantos que recebeu o apelido de Maria Louca, levando o falecido Orestes Quércia a esclarecer: "Às vezes mais louca do que Maria; às vezes mais Maria do que louca." Requião na Comissão de Educação é uma contradição em termos tão evidente quanto Renan Calheiros no Conselho de Ética.
    Esse padrão de comportamento conhecido como desequilíbrio emocional tem se tornado comum no país, e em alguns casos com sérias consequências. Outro dia mesmo houve o episódio do motorista de Porto Alegre que, num desses destemperos, resolveu passar com seu carro por cima de um grupo de ciclistas que atrapalhava a sua passagem. Está respondendo por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado. Mais modesto, porém, o intempestivo atropelador não teve delírio de grandeza de comparar seu rompante ao de Cristo. Também não se sentiu vítima de bullying da imprensa, como fez o ex-governador. Preferiu se internar numa clínica psiquiátrica, de onde acabou indo para o Presídio Central. Seu advogado disse que "a internação foi o melhor caminho para evitar um (novo) surto".
    Sarney acha que a atitude do seu colega não se caracterizou como "uma agressão à liberdade de imprensa ou de trabalho" (se não é agressão, o que será então? Afago?). Segundo o diagnóstico do presidente do Senado, o gesto colérico se deve ao tal "temperamento" explosivo do paciente, desculpe, do presidente da Comissão de Educação, ou seja, à sua índole ou àquele conjunto de humores que formam nossa personalidade e temperam nossas reações. Se é assim, melhor do que punir ou chamar à atenção o agressor não seria o caso de chamar um psiquiatra? Com todo o respeito. Vai que ele tem um novo acesso de fúria.
    Por falar nisso, tem também o caso da promotora que fez curso de loucura. Há os desequilibrados que querem se passar por normais, e há os que querem se passar por loucos mesmo não sendo. Pelo menos totalmente, porque quem faz um curso desses não regula bem, já é um pouco o que pretende fingir ser.
De O Globo

O bullying do Senado

Ruth de Aquino
    Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney.
    Tapa na cara, bofetada na nação, cinismo institucional. Assim cientistas políticos e especialistas em ética classificaram as últimas ações do Senado. Roberto Romano, da Unicamp, declarou: “Se o Senado fechar amanhã, ninguém vai sentir falta, salvo os lobistas e os políticos que querem atingir o Tesouro Nacional por meio da troca de favores”. Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, foi além: “O Senado não precisa existir, não tem função. Não há nada que ele faça que a Câmara não possa fazer. Pode desaparecer sem prejuízo e seria até mais barato”.
    Essas reações podem parecer destemperadas numa democracia que atribui seu equilíbrio à existência de duas Casas: a Câmara e o Senado. Mas respeito e credibilidade não são automáticos. Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo “seleto” é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores. No novo conselho, muitos são amigos íntimos, alguns conterrâneos, do maranhense Sarney. O próprio Sarney esteve envolvido em 11 processos no ano passado – mas foi entronizado como “homem não comum” pelo ex-presidente Lula.
    O presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Nesse ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney. Quem é João Alberto para ser o guardião do decoro do Senado? Quais são suas credenciais para o país acreditar em seu slogan “Vamos cortar na nossa própria carne”? Nas três vezes em que ocupou o mesmo cargo, João Alberto engavetou todos os processos abertos na Comissão de Ética. No Brasil de hoje, “formação de quadrilha” deixou de ser acusação.
    Mais escandaloso é o resgate do líder do PMDB, o alagoano Renan Calheiros. O conselho aprovou em 2007 sua cassação, rejeitada pelo plenário. Calheiros enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência do Senado e foi absolvido pelos pares.
    Oito senadores indicados para a Comissão de Ética estão enrolados na Justiça. É um tapa na cara da nação
    A denúncia mais ruidosa contra Calheiros foi a de usar o lobista de uma construtora para pagar uma pensão mensal a Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Ele alegou que alimentava a menina com a venda de bois nas suas fazendas. As notas fiscais estavam irregulares.
    Mônica teve seus 15 minutos de fama, posou nua e hoje apresenta um programa de carros, Vrum, na televisão mineira.
    Ela deixou imortalizada em seu livro uma descrição humana do amante. Segundo Mônica, Renan fingia que ia se separar. “No início do namoro, ele estava meio gordinho, mas fez dieta.” O casalzinho ia a festas, e Mônica era tratada “com deferência” no Senado. Para Renan, ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”. O então presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas ele entrou em pânico quando ela disse estar grávida.
    Tudo o que Calheiros possa ter de “docinho”, seu colega de Senado Roberto Requião tem de truculento. Arrancou na segunda-feira um gravador das mãos de um repórter. Irritou-se com uma pergunta procedente: ele abriria mão da aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paraná? Requião só devolveu o gravador após apagar a entrevista. Sarney o defendeu: “Requião é um cavalheiro”. Na tribuna, o senador disse ser vítima do “bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável”.
    Bullying é o que os senhores, senadores, resolveram praticar contra quem paga seus subsídios.
Da Revista Época

Cyrella admite que vai atrasar cronograma de entrega de imóveis

    O vice-presidente da Cyrella, construtora responsável por vários empreendimentos imobiliários em São Luís (MA), Rogério Jonas Zylbersztajn, admite que vai haver atraso na entrega de imóveis. segundo Rogério Jones a falta de mão de obras e de material no mercado é apontada como principais causas do furo no cronograma.
    "Nunca havia visto isso acontecer", diz Rogério Jonas, "A Cyrela nunca havia atrasado obra e agora está atrasando".
    Cyrella e Gafisa experimentam  grandes quedas no Imbob,índice que mede os papéis das construtoras. Enquanto a Cyrela teve queda de 21% a Gafisa acumula 16,5% negativos.
    "Estamos lidando com gargalos em vários setores, não é só na construção civil. É assim no mercado de telefonia, nos aeroportos, nos hotéis, é gargalo para tudo quanto é lado.  A compra de elevadores, por exemplo, está atrasando. Tudo isso gera uma preocupação muito grande porque ninguém sabe como esse tipo de problema será resolvido", esclarece o vice-presidente da Cyrella.
Com informações de O Globo

Cearense quer investigar caso de homônimos na lista de comissionados da AL do Maranhão

    Pode ser um caso de homônimo. Mas, Fátima Ozinete está disposta a investigar se o nome de sua mãe, Maria Ozinete de Alencar não está sendo usado como laranja na lista de comissionados da Assembleia Legislativa do Maranhão.
    Maria Ozinete de Alencar foi nomeada no gabinete do deputado estadual Neto Evangelista (PSDB) de acordo com Resolução Nº 143/2011 publicada no Diário Oficial do parlamento maranhense.
A homônima de um nome nada comum é nascida no estado do Ceará, segundo informou a filha, e tem perto de 60 anos de idade e mal concluiu a 4ªsérie do antigo primário.
    Nomeada como assessora erspecial legislativa, Maria Ozinetre de Alencar, comissionada com símbolo DGA recebe salário em torno de R$ 4 mil. Fátima Ozinete promete procurar a diretoria geral da casa para checar o caso de nomes iguais para pessoas diferentes.

Maranhão não informa dados sobre desmatamento da Amazônia Legal

    O desmatamento na Amazônia Legal, que alcança nove estados do Brasil, caiu 39% em março em relação ao mesmo período do ano passado,  segundo dados do Imazon, Instituto do Homem e Meio-Ambiente da Amazônia. Reduziu de 76 km2 em março de 2010 para 46 quilômetros quadrados em março deste ano. Os dados do desmatamento da parte do Maranhão ((oeste do meridiano de 44º) que integra a Amazônia Legal não foram analisados.
    O acumulado entre agosto de 2010 a março deste ano totalizou 972 km2. Em oito meses a redução foi de 3% em relação ao mesmo período anterior, quando o desmatamento somou exatos mil quilômetros quadrados.A região engloba uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km².
    De acordo com os dados de 2011 os estados com maior área desmatada foram Rondônia com 69%, seguido por Mato Grosso 23%. O restante do desmatamento ocorreu no Acre (4%), Pará (2%) e Roraima (2%).
    As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 299 km2 em março de 2011. Em comparação com março de 2010, quando a degradação somou 220 km2, houve aumento de 35%. A maioria (73%) dessa degradação ocorreu em Mato Grosso seguido de longe por Rondônia (27%).
    A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a março de 2011 totalizou 4.056 km2. Em relação ao período anterior (agosto de 2009 a março de 2010) houve aumento expressivo (225%) quando a degradação florestal somou 1.248 km2.





Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Sindcomb prevê racionamento de gasolina; ANP nega
O IMPARCIAL - Juiz autoriza aborto de feto anencéfalo
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Servidores dão golpe de R$ 30 milhões na receita
FOLHA DE SÃO PAULO:PT reabilita o caixa do mensalão
O ESTADO DE MINAS:Lá, as bodas de sonho.
O ESTADO DE S. PAULO:Norte e Centro-Oeste lideram crescimento demográfico
O GLOBO:Vidas reais - O Brasil avança, mas lentamenteZERO HORA:RS envelhece a padrão europeu, aponta Censo


Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Ônibus não sobe até 5ª feira
JORNAL DO COMMERCIO:Náutico sem prova material de suborno
MEIO-NORTE:TRE mantém Elmano no cargo de prefeito
O POVO:Brasil, um país feminino