5 de set de 2010

Exclusivo: revelado valores dos vereadores de Imperatriz

     Segundo o vereador Luís Gonçalves (PSB-MA) em desabafo (sem pedir segredo) ao historiador Adalberto Franklin, afirmou que cada vereador em apoio a Roseana Sarney recebeu a “bagaleta” de 100 mil reais, sendo que o presidente da Câmara, Hamilton Miranda, responsável por fazer a ponte entre os edis e a coordenação da campanha de Roseana recebeu por tal mérito 200 mil reias.
     Gonçalves ainda comentou que a ele foi oferecido 50 mil reais de adiantamento via contato telefônico e que depois foram a ele ao banco do qual trabalha oferecer o adiantamento de 75 mil reais. Neste imbróglio todo, Adalberto comentou também que uma pessoa do PT ligado diretamente a Roseana, ofereceu 165 mil reais para convencer os petitas de Imperatriz a migrar para a turma do bigode.
     O que podemos deduzir disso tudo?! Com a palavra as fontes que não pediram segredo, o Ministério Público e a Justiça Eleitoral, além claro, do povo de Imperatriz nas urnas.
Do blog de Samuel Souza

PSOL- MA veta candidata ao Senado por ter feito críticas ao grupo Sarney no programa eleitoral

     Em carta ao público maranhense, o Partido Socialismo e Liberdade no Maranhão, PSOL-MA, esclarece pontos obscuros da campanha na mídia eletrônica da legenda. De acordo com o documento, a candidatura de Socorro Pereira foi feita através da Executiva Nacional, o que é permitido pelo estatuto do partido. Desde 3 de julho de 2010 a Executiva Estadual do partido fechado com a candidatura única de Paulo Rios, ex-candidato a prefeito de São Luís nas eleições de 2008, para o Senado.
     Socorro Pereira teve o seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE. Enquanto aguardava julgamento, a candidata ao Senado pelo PSOL -MA ocupou o programa gratuito de propaganda eleitoral para analisar as candidaturas postas. Retirada por forças da diretoria do partido no estado, Socorro passou a desferir ataques a Rios e seu grupo hegemônico na agremiação.
     Segundo ainda a carta, a crise deve ser compreendida como "um processo de debates políticos da militância do PSOL". Enquanto que, a candidatura de Socorro Pereira é definida como resultado de "diferentes visões sobre a realidade, o que implica na adoção de estratégias e táticas diversas para o partido e para a disputa eleitoral".
     No entanto, o PSOL- MA considera a ex-candidatura de Socorro Pereira na contramão das manifestações públicas. A Executiva Estadual acusa ainda a ex-candidata de não estar cumprindo com a obrigação político-partidária de defender as candidaturas de Saulo Arcangeli para o governo do estado e de Plínio de Arruda Sampaio para a Presidência da República. Critica ainda a ex-candidata por igualar Arcangeli com candidaturas ao governo da oposição apresentadas no pleito deste ano no Maranhão, afirmando categoricamente ser "todos são melhores que Roseana".
     O PSOL-MA de Rios e companheiros acha que Socorro Pereira erra na avaliação, já que as considera (as candidaturas) completamente distanciadas do programa partidário do PSOL.
     Para os militantes do PSOL no estado, tanto Flávio Dino como Jackson Lago fazem parte da falsa oposição, disputando apenas a chave do cofre.
     A sugestão de Socorro Pereira em abrir mão da candidatura majoritária, com menos de um por cento nas pesquisas de intenções de votos já realizadas no estado, na avaliação de Paulo Rios e companheiros, faz parte de "uma lógica absurda".
Assinam o documento
Paulo Rogério Costa de Oliveira – Presidente
Carlos Saturnino Moreira Filho – Vice-Presidente
Maria Dolores Silva – Secretária de Organização
José de Ribamar Rezzo Cardoso Júnior – Secretário de Comunicação
Heliomar Barreto Torres – Secretário de Juventude
Denise de Albuquerque – Secretária de Movimentos Sociais
Paulo Roberto Rios Ribeiro – Secretário de Formação

Maranhão: Painel que retrata igreja secular demolida em Anajatuba

Vamos errar de novo?

FERREIRA GULLAR
Ao chegar à Presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio
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     FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.
     Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.
     Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.
     Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado "essa gente de Ipanema" de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.
     Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.
     Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.
     Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.
     No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.
     A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.
     O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada -Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?
Da Folha de S. Paulo

Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma

Falhas no cálculo da chamada tarifa social de energia, criada no governo FHC, provocaram gastos indevidos de um fundo de consumidores de todo o país.
     Segundo o Tribunal de Contas da União, o desperdício foi de R$ 989 milhões no tempo em que Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia (2003-2005).
     O TCU alertou Dilma três vezes sobre o erro, mas ela não tomou providências.
     Um dos critérios para definir o benefício era o baixo consumo. O TCU concluiu que o domicílio que gastava pouco não era necessariamente pobre. Podia ser uma casa de praia, por exemplo.
     Em 2006, só depois de a ministra ir para a Casa Civil, houve providências. A lei mudou em 2010.
OUTRO LADO
     A candidata Dilma Rousseff (PT) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "desde 2003" o MME (Ministério de Minas e Energia), a Aneel e o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) realizaram estudo para propor mudanças no cálculo da tarifa social.
     Segundo a assessoria, tais estudos resultaram na lei sancionada pelo presidente Lula em janeiro deste ano, que alterou os cálculos.
     Indagada sobre quais estudos do ministério teriam sido esses, não encontrados nos levantamentos do TCU entre 2003 e 2005, a assessoria respondeu:
     "Lembramos apenas que a ex-ministra saiu do MME -onde foram iniciados estudos sobre o assunto- e foi para a Casa Civil, onde coordenou todas as ações de governo, incluindo as discussões com o Congresso que resultaram na aprovação das mudanças legais".
     "Informamos que, à frente do MME, Dilma Rousseff coordenou a equipe que preparou os estudos iniciais que permitiram criar as condições para a mudança [...] Tais estudos foram iniciados tão logo foram reunidas as condições objetivas para a mudança legal, quando havia a segurança de que as mudanças não levariam famílias realmente necessitadas a serem excluídas do benefício."
     O MME alegou que "adotou as orientações e recomendações do TCU em abril de 2003". "Ao longo desses anos, foram promovidas diversas ações pelo MME para construir propostas de alteração nos atuais critérios".
Folha Online

Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS - Preso vigilante de escola suspeito de pedofilia
CORREIO DE NOTÍCIAS - Justiça pode cassar Jackson
GAZETA DA ILHA - O jogo da morte
ITAQUI-BACANGA - Castelo autoriza início da construção de rede de distribuição de água no Itaqui-Bacanga
JORNAL EXTRA - 398: Feliz aniversário São Luís!
JORNAL PEQUENO -Roberto Rocha diz que estado vive indústria do "faz de conta"
O DEBATE-Datafolha aponta: Dilma possui 50%
O ESTADO DO MARANHÃO - Pesquisa aponta estabilidade da corrida ao governo
O IMPARCIAL - Inteligência falha
TRIBUNA DO NORDESTE - Povo de Balsa pede só um hospital a Roseana