19 de abr de 2011

Canindé Barros diz que secretário da SMTT não entende nada de trânsito

    O ex-secretário municipal de Trânsito e Transporte de São Luís, Canindé Barros, colaborou para a antecipação do debate eleitoral nesta terça-feira,19, em entrevista à rádio Capital. Barros destratou seu ex-colega de administração, Clodomir Paz, ao afirmar que não foi à Câmara Municipal de São Luís para participar de um painel sobre trânsito da cidade  por não reconhecer entre os debatedores alguém que soubesse algo sobre engenharia de trânsito. "Não vou rasgar meu diploma",debochou.
    Barros foi convidado por vereadores desavisados para participar do painel. Como ex-secretário o convite era incabível, a não ser pelo cunho político. Paz bateu o pé na condição de ser único. Dobrou com argumentos infalíveis os vereadores alinhados ao Palácio La Ravardière e rifou Barros. "Não tinha nada a dizer lá. Sou ex. Meu tempo já passou", brincou Canindé Barros.
    Na entrevista à emissora de rádio, Barros disse ainda que no "seu tempo" tinha equipamento para verificar se os ônibus comprados pelas empresas eram novos. Ironizou a proposta de Paz aos que duvidaram do estado dos veículos, de se jogar ao chão para constatar a veracidade da compra dos carros sem uso.
    A certa altura desdenhou da competência do pedetista que ocupou a Secretaria de Governo na administração do prefeito Tadeu Palácio (2002-2006). "É demais em pleno século XXI estarmos discutindo sobre semáforos", enfatizou Canindé Barros. "Falta inteligência", insinuou adiante o ex-secretário municipal de Trãnsito e Transporte de São Luís. Sem brilhatismo, culpou a quantidade de carros emplacados, cerca de 16 mil nos três primeiros meses do ano no estado, como fator principal do problema do trânsito caótico da capital.
    Na câmara, Clodomir Paz disse aos vereadores no dia 28 de março que o sistema de transporte da cidade conta com 191 linhas, operando com 1056 ônibus numa frota de 1208 veículos, formado por cinco terminais de integração num total de 550 mil usuários diários. Da frota 50 ônibus foram adquiridos na adiministração Castelo, sob o argumento de ter selo de zero quilômetros. Canindé faz escárnio da situação. Desafia alguém suspeitar de que não entregou em sua gestão 150 ônibus novos.
    O ex-secretário de Palácio tem planos de voo políticos altos. Quer ser prefeito, mas, mensurando sua estatura eleitoral com a métrica da realidade, deve se contentar com uma vaga de edil. O próprio não acha a saída vexaminosa.

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