20 de fev. de 2011

Aqui: um outrora agora

Ferreira Gullar
Antes perambular pelas ruas que me deitar e ficar olhando a noite cair. O que me salvava era a poesia
    É SÁBADO à tarde, cerca das 16 horas. Estou parado na esquina da avenida Rio Branco com a Araújo Porto-Alegre. Às minhas costas, o Museu Nacional de Belas Artes; à frente, à esquerda, a Biblioteca Nacional e, à direita, do outro lado da avenida, o Teatro Municipal.
    Diante do teatro está a praça Deodoro, ladeada pelo prédio da Câmara Municipal e pelo bar Amarelinho e os edifícios da antiga Cinelândia. Fora o cine Odeon, os demais fecharam, como o Astória e um outro, o Vitória, que ficava lá atrás, na rua Senador Dantas.
    Mas importa é que estou, ali, de pé, às quatro da tarde deste mês de fevereiro de 2011. E o que vejo diante de mim é exatamente igual ao que via em 1954. Passaram-se 57 anos e estou ainda aqui vendo os mesmos prédios, a mesma praça. E o passado inevitavelmente invade o presente e me arrasta com ele.
    Estou, agora, num sábado de 1953 e cruzo a praça em direção à Biblioteca Nacional. Vim a pé da rua Carlos Sampaio, onde morava, próximo à praça da Cruz Vermelha. Sábado era um dia vazio. Nos dias comuns da semana, estava na Redação da "Revista do IAPC", ali perto, na rua Alcino Guanabara, onde passavam amigos que iam ali assinar o ponto, como Lúcio Cardoso ou Breno Acyoli. Lúcio era bom de papo e gostava de um chope; Breno, pirado, mastigava a ponta de um charuto no canto da boca. Além deles, apareciam ali Oliveira Bastos, Décio Victório e Carlinhos de Oliveira, todos entregues à aventura literária.
    Mas, no sábado, ninguém aparecia e tampouco vinham, no final da tarde, para o encontro no Vermelhinho, que ficava em frente à ABI. Pior que o sábado só o domingo e dia feriado, quando nem a Biblioteca Nacional abria.
    A BN era meu refúgio, meu amparo, minha salvação. Metia-me nela, buscava um livro, uma revista literária e entregava-me aos mais inesperados delírios. Nas revistas francesas, descobri Lautréamont, Antonin Artaud, André Breton, Paul Éluard, René Char. Ou eram seus poemas ou os ensaios sobre eles.
    Mas, ao fim da tarde, quando saía de lá e daquele mundo feérico, encontrava-me de novo sozinho e desamparado em plena Cinelândia. Pessoas cruzavam a praça em direção aos pontos de ônibus, que os levariam não sei para onde. Flamengo, Botafogo, Copacabana? Só eu não tinha para onde ir, a não ser para o meu quarto, que dividia com dois desconhecidos e que só apareciam lá para dormir.
    Antes perambular pelas ruas do que me deitar naquela cama estreita e ficar olhando, pela janela, a noite cair.
    O que me salvava era a poesia, se ocorresse em determinado instante, se me surgisse um verso inesperado. Aí sim, entregava-me àquela viagem, esquecia o quarto, o mundo, a solidão. Pouco me importava, então, se anoitecia ou amanhecia.
    Sucede que poema é coisa rara. No meu caso, sempre foi. Quem me dera escrever um poema por dia, alçar voo acima do vazio dos sábados, dos domingos e feriados! Sempre fui cismado com esses dias porque, além de me sentir sozinho, a poesia também preferia ir à praia a me visitar. Já nos dias normais, como disse, metia-me na BN, agarrava-me a uma "Nouvelle Revue Française" e valia-me dos poemas alheios.
    Mas houve uma exceção. Foi numa Sexta-Feira da Paixão quando, ao me dar conta de que era dia feriado e por isso o Vermelhinho estava deserto e a Cinelândia também, encaminhei-me sem rumo para a rua do Catete e fui parar no Parque Guinle, entregue ao delírio de um poema louco, cuja erupção teve início exatamente quando cruzava a rua Santo Amaro: "Ô sôflu e luz ta pompa inova orbita". Naquele momento, em que violentava meu instrumento de expressão, vivia a ilusão de ter chegado ao inalcançável: fazer que a língua nascesse ao mesmo tempo que o poema. Só no dia seguinte, na Redação da "Revista do IAPC", ao passá-lo a limpo, dei-me conta de que ninguém o compreenderia e que, de fato, havia destruído minha linguagem de poeta... É nisso que dá fazer poema em dia santo.
    Essa ocorrência, se não me engano, data de março de 1953. Depois daquele dia, muitas outras vezes me encontrei entre esses mesmos prédios -o teatro, o museu, a biblioteca, a câmara municipal- num sábado ou num domingo, sem ter o que fazer da vida. Exatamente como agora, nesta tarde de 2011.
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS - Governo antecipa pagamento de funcionários para sexta
ITAQUI-BACANGA - Presos arrancaram olhos e beberam sangue de degolados em Pinheiro
CORREIO DE NOTÍCIAS - São Luís terá R$ 430 mi para transporte urbano
JORNAL EXTRA - População diz que João Castelo tá lelé da cuca
JORNAL PEQUENO - São Luís terá R$ 430 milhões para melhoria do transporte urbano
O ESTADO DO MARANHÃO - Ordem para rebelião de Pinheiro partiu do presídio de Pedrinhas
O IMPARCIAL - Liceu, o rei do vestibular
4º PODER - Acordem vereadores!!!

19 de fev. de 2011

Jair Bolsonaro: "Vamos fazer de tudo para enterrar" a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT

ANA ARANHA


Jair Bolsonaro

    O deputado Jair Bolsonaro, capitão do Exército,não reconhece a legitimidade da discussão sobre direitos dos homossexuais. Bolsonaro faz parte da bancada antigay. Na Revista Época ele faz contraponto com Jean Wyllys, primeiro gay assumido a levantar a bandeira do movimento, provocou agitação no Congresso Nacional. Confira abaixo a entrevista do antigay:
ÉPOCA – Como vê a criação da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT?
Jair Bolsonaro – O primeiro passo para desgraçar um país é mexer na célula da família. Eles vão atacar agora o ensino fundamental, com o “kit gay”, que estimula o “homossexualismo” e a promiscuidade. Tem muito mais violência no país contra o professor do que contra homossexuais. Quando eles falam em agressões, é em horário avançado, quando as pessoas que têm vergonha na cara estão dormindo. A regra deles é a porrada e querem acusar nós, os normais, os héteros.
ÉPOCA – O senhor não teme estimular a violência com essa retórica?
Bolsonaro – Negativo. Só quero que a opção sexual se revele na intimidade do quarto, não obrigar um padre a casar um gay. O bigodudo vai dar um beijo na boca do careca, na frente dos convidados, e isso é legal?
ÉPOCA – Como vai ser o diálogo com o deputado Jean Wyllys?
Bolsonaro – Vou ter atrito com ele no campo das ideias e dos projetos, que vamos fazer de tudo para enterrar nas comissões. Se depender de mim, e de muitos outros, não vai para a frente. Em nome da família e dos bons costumes. Eles vão querer o quê? Vamos colocar um espanador na orelha? Vão vender os serviços de “homossexualismo” deles, é isso?
ÉPOCA – Se a homofobia virar crime, o senhor vai parar de criticar os gays?
Bolsonaro – Tenho imunidade para falar. Não vou medir palavras. Eu defendo a pena de morte, que é mais grave que criticar homossexual. O pessoal me chama de retrógrado, dinossauro, mas a verdade é que o Brasil está piorando desde o fim do regime militar.
ÉPOCA – O kit contra homofobia nas escolas não é importante para reduzir a violência contra os alunos gays?
Bolsonaro – Não tem nada a ver. Ele está é estimulando o homossexualismo e a promiscuidade. Dependendo do público que você permite a informação, vai deturpar. Nesse kit, consta três filmetes, um deles é o “Encontrando Bianca”. A história é esquisita. É um menino, que pinta as unhas, que quer ser chamado de Bianca, que quer frequentar o banheiro feminino. E no final ele passa a ser uma referência na escola. Eles alegam que é da 5ª série em diante, mas não tem como você botar uma linha porque os prédios são de 1ª à 9ª série, como vai dizer que aqui só pode ver quem está na 5ª série para cima?
ÉPOCA – Qual é o problema do filme?
Bolsonaro – É um estímulo ao homossexualismo. É uma porta aberta para a pedofilia. Você vai aguçar a curiosidade dessa molecada numa idade muito precoce. Acho que a garotada vai para escola para aprender matemática, língua portuguesa, história e, se possível, um pouquinho de educação moral e cívica, que hoje não existe mais.
ÉPOCA – Em discurso, o senhor disse que “se um garoto tem um desvio de conduta (de orientação sexual), ele tem que ser direcionado para o caminho certo. Nem que seja pelas palmadas”. O senhor não teme estimular casos de violência dentro de casa, que podem levar a agressões físicas graves e até a morte?
Bolsonaro – Essa política de defender o coitadinho já está aí desde que o Figueiredo saiu e olha como está a situação da educação no país hoje em dia. O professor tem preocupação de dar nota baixa porque ele pode apanhar do aluno. No meu tempo, os meus colegas tinham medo de comentar nota baixa com os pais. Eu não quero abrir mão de dar umas palmadas na minha filha se preciso for. Tem um projeto de lei criminalizando isso aí. O espancamento, que é uma lesão física, está previsto em lei que você não pode, é crime. Mas, quando um filho nosso começa a ter desvios, ter comportamento violento, você pega uma cinta, dá três lambadas e ele se endireita. E se você pode direcionar o comportamento agressivo, porque não o comportamento delicado demais? Eu tenho pavor, Deus me livre um filho meu começar a entrar para esse lado de ser delicado demais.
ÉPOCA – O senhor acha que falar mal de gays publicamente é um direito?
Bolsonaro – Qual o problema? Eu vou continuar criticando porque eles querem ser uma classe de primeira categoria. É o plano do Projeto de Lei 122 [que criminaliza a homofobia] que está no Senado. Se aprovar aquele projeto e um dia eu tiver que aprovar alguém comissionado, eu já nem pego o funcionário se perceber que joga no outro time. Isso porque, na hora de ser mandado embora, você nunca sabe o que ele vai alegar. Olha que absurdo, numa escola, dois moleques de 16 anos começam a trocar beijos e, se o diretor advertir, começa com três anos de detenção. Quer dizer, começa com “kit gay” na escola, uma proibição como do PL 122, mais a lei da palmada, esse país vai virar terra de ninguém.

Comunicação da Assembleia Legislativa conta até agora com 75 comissionados

    Juntos,o Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa e a TV Assembleia contam com 75 cargos comissionados. Entre eles, apenas o ex-secretário de Comunicação da prefeitura de São Luís na gestão Conceição Andrade, José Ribamar Santana, é concursado.Mas está comissionado na coordenação da Central de Notícias da AL na categoria DANS-1. Entre os comissionados têm até um Cacique de New York.
    Mas, o cacife dos comissionados é predominantemente insular.Dependendo do QI (Quem Indica) há jornalistas ocupando cargos de chefe de gabinete e um bando de assessores parlamentar com experiência diversa.
    No encontro com os jornalistas durante um rega bofe, o então candidato vitorioso por antecipação deputado Ricardo Murad (PMDB) se comprometeu em realizar concurso com objetivo de reduzir os cargos em comissão. Sua prática após a derrota e o nepotismo perpetuado na legislatura anterior jogou por terra as promessas de uma campanha frustrada.
    Eleito na surdina, o deputado Arnaldo Melo (PMDB) chegou à presidência da Mesa Diretora sem plataforma de gestão. Adotou o estilo reticente até que interesses contrariados o comparou-o a Severino Cavalcanti. Como um ventríloco talentoso, prometeu autonomia. Será preciso esperar para ter-se uma avaliação mais concreta. As primeira medidas, no entanto, nada apontam para novos rumos no legislativo. Falta a Melo prometer fazer a melhor gestão de sua vida.

Os comissionados da comunicação no Legislativo estadual
ALDENICE RODRIGUES MORAIS - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
ALEXANDRE FABIO SOUSA PINHEIRO -Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete.
ALVARO LUIZ CARDOSO PEREIRA - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
ANA CRISTINA BATISTA MARQUES - Símb. DAS-1 - Assistente Técnico Legislativo.
ANA MARIA VIEGAS SERRA - Símb. DAS-4 – Assessor de Comunicação Social.
ANAXSANDRO PENHA MORAES - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo.
ANNA RAFAELLA BORGES F. C. FALCÃO - Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete.
ANTONIO SOUZA CASTRO - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
AURINA DO LIVRAMENTO CARNEIRO - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
CHARLITON ALVES FERREIRA JUNIOR - Símb. DAS-2 – Assessor Parlamentar Adjunto
CRISTIANO RIBEIRO CACIQUE DE NEW YORK - Símb. DANS-1 - Asses. Parlamentar.
CYNARA REGIS L. ARAGÃO TRINDADE - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo.
ELDA DE FREITAS BORGES - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
ELLEN ADRIENNE SERRA NUNES DOS SANTOS - Símb. DANS- 1 - Asses. Parlamentar. (jornalista)
EMANUEL DE JESUS RIBEIRO - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
FABIO LOPES BARBOSA - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar. (TV Assembleia)
GILSON CARDOSO NUNES – Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
CRISTIANE VIANA MORAES SANTOS - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo. (TV Assembleia)
GIOVANNI NORMANTON SPNUCCI - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo. (TV Assembleia
NATALIA SILVA MACEDO - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo. (TV Assembleia)
JURANDIR SERRA FERREIRA - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar. (TV Assembleia)
CARLOS MAGNO SANTOS FERREIRA - Símb. DANS-1 – Assessor Parlamentar.
GLEIDSON MARTINS SILVA - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar.
ALAN PENHA DE JESUS - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar.
OZIEL RODRIGUES DOS SANTOS - Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
WELDEMBERG DOS SANTOS SANTANA - Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
MURILO RODRIGUES LIMA - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar.
BENAYA EWERTON RODRIGUES - Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
CARLOS GUILHERME MORAES CERQUEIRA - Símb.DAS-3 - Secretário Executivo.
FRANCKLIN DOUGLAS COSTA PEREIRA - Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
GEORGE SOARES DO NASCIMENTO - Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete.
FABIANO GOMES DA SILVA - Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete.
GLAUCIO DE SOUSA ERICEIRA - Símb. DAS-4 - Assessor de Comunicação Social.
GRACILEIDE LIMA DOS SANTOS - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar.
HUMBERTO FERNANDES LIMA - Símb. DAS-4 - Assessor de Comunicação Social.
JACKELINE GOMES FREIRE - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo.
JACQUELINE BARROS HELUY - DAS-4 - Assessor de Comunicação Social.
JANILSON FERREIRA LINDOSO - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar.
JOÃO DE DEUS DOS ANJOS - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar.
JOHNN HERBERTT ARAUJO MORAIS - Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
JOSE ANACLETO SANTOS ARAUJO - Símb. DAS-4 – Assessor de Imprensa.
JOSE DE RIBAMAR LISBOA DA ROCHA - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
JOSE DE RIBAMAR LIMA SANTANA - DANS-1 - Coordenador da Central de Notícias.
JOSE DE RIBAMAR SANTOS - Símb. DANS-1 - Assessor Parlamentar.
JOSE DOS SANTOS FREITAS - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
JOSE RENATO DE SOUSA - Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete. (radialista)
JOSEVAL MEDEIROS DA CUNHA SANTOS - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo.
JOSUÉ BIBIANO PEREIRA - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo.
LENO EDROALDO C. DE CASTRO - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo. (Jornalista)
LEOMAGNO SOUZA SANTANA - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo.
LUIS ASSIS CARDOSO S. DE ALMEIDA - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar. (jornalista)
MARCELO AUGUSTO GOMES VIEIRA - Símb. DANS-3 – Chefe de Gabinete. (Jornalista)
MARCIO HENRIQUE SILVA RAMOS - Símb. DAS-I - Assistente Técnico Legislativo.
MARCO AURELIO P. DEOLIVEIRA - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar. (Jornalista)
MARIA DO SOCORRO B. DE ARRUDA - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar.
OLIVIA FRANSE DOS SANTOS - Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete. (TV Assembleia)
OSMARINA PEREIRA DE S. FERREIRA - Símb. DANSI - Coordenador Parlamentar.
RACIELE CARLA OLIV AS COELHO - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
RAIMUNDO GARRONE P.R. SOBRINHO - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
RAIMUNDO LEDA DOURADO - Símb. DAS-4 - Assessor de Comunicação Social.
RAIMUNDO SILVA RODRIGUES - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
RICARDO BARBOSA DA SILVA FILHO - Símb. DAS-2 - Assessor Parlamentar Adjunto.
ROBERTO FERNANDES DA SILVA JUNIOR - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar. (filho de radialista)
ROGERIO PEREIRA DA SILVA - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar. (radialista)
ROZALVO DINIZ BARROS JÚNIOR - Símb. DAS-4 - Assessor de Imprensa.
RUY BARBOSA TORRES COSTA FILHO - Símb. DAS- 4 - Assessor de Comunicação Social.
SILVANA CARDOSO DA CRUZ - Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar.
SUELDA CORDEIRO DE BRITO - Símb. DAS-4 - Assessor de Comunicação Social.
UDES LEMOS DA CRUZ - Símb. DAS-3 - Secretário Executivo. (Jornalista)
VERA LUCIA DOS SANTOS DUARTE - Símb. DANS-I – Assessor Parlamentar.
VIRGINIA ANDRADE C. ARAGÃO - Símb. DANS-3 - Chefe de Gabinete. (TV Assembleia)
VITORIA REGIA PINHEIRO SILVA - Símb. DAI-2 - Oficial de Gabinete.
VIVIANE BARBOSA DE MENEZES -Símb. DANS-I - Assessor Parlamentar. (Jornalista)
WALDEMAR LOPES TEIXEIRA - Símb. DAS-4 - Assessor de Comunicação Social.
WANDECYA RYANE AGUIAR MACEDO - Símb. DAS-4 – Assessor de Comunicação Social

Dilma no país das maravilhas

Guilherme Fiuza
    Os brasileiros estão encantados com as manifestações de rua no Egito. Nem bem Dilma Rousseff assumiu a Presidência, Hosni Mubarak tomou conta das manchetes. Deve ser difícil viver num país cheio de pirâmides e problemas. Por aqui está tudo bem. A "presidenta" assumiu e sumiu. Ninguém sente falta. Dilma acionou o piloto automático e foi cuidar de suas pirâmides.
    Uma das mais visíveis fica na Câmara dos Deputados, e não é obra de Niemeyer. Num impressionante trabalho de engenharia, a "presidenta" colocou no alto da comissão mais importante do Legislativo uma peça de colecionador. Importado diretamente do escândalo do mensalão, João Paulo Cunha será o presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Nada mais justo. A comissão que decide o que poderá ou não ser lei no país tinha mesmo que ficar nas mãos de um réu. É uma questão de notória especialização.
    O PT também está muito interessado nas manifestações populares no Oriente Médio. Quanto mais o Brasil olha para lá, mais fácil fica a reabilitação de seus faraós por aqui. José Dirceu e Delúbio Soares já estão se aquecendo à beira do gramado. Erenice e sua pirâmide familiar terão que esperar um pouco mais. Mas o gerente da Caixa Econômica que violou o sigilo do caseiro já está na área: foi nomeado assessor do Gabinete Pessoal de Dilma Rousseff. Como se vê, os egípcios estão em maus lençóis.
    A opinião pública está cada vez mais fascinada com tudo que Dilma não fala. Dizem que é o silêncio de quem trabalha. É verdade. A "presidenta" trabalhou como ninguém para manter o faraó do Maranhão na presidência do Senado. As sete vidas de José Sarney no poder têm hoje o PT como principal acionista. É um investimento plenamente justificável: um político que é flagrado fazendo tráfico de influência e se mantém intocável tem mesmo é que comandar o Poder Legislativo. De lei ele entende.
    Na pirâmide de Sarney, além dos simpatizantes empregados no Senado, tem ministro de Estado. Seu afilhado mais célebre no momento é Edison Lobão, o explicador de apagões. Se o Brasil ficar às escuras de novo, ninguém precisa se preocupar, porque Lobão já tranquilizou todos: "O sistema é robusto." Para o sujeito que está preso no elevador, não pode haver alívio maior do que saber que o sistema é robusto.
    Essa robustez teve grande impulso na gestão de Dilma como ministra de Minas e Energia. Como especialista em gestão, ela comprimiu as tarifas para o consumidor sentir toda a bondade do governo popular - seguindo a escola dos Kirchner, o casal que levou a economia argentina ao pântano. O setor elétrico buscou então a solução mais criativa contra a falência: parar de investir no sistema.
    Isso não chega a ser um problema, quando se tem um ministro eloquente e bem apadrinhado como Lobão. Agora a conta da Light vai subir acima da meta de inflação, mas tudo bem, porque o sistema é robusto.
    Sob um governo que trabalha em silêncio, a população pode dormir em paz. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por exemplo, anunciou na posse que vai espalhar UPPs "pelos quatro cantos do país". Não se sabe exatamente o que significa essa precisão científica toda, mas também não interessa. Depois que as tropas de elite passaram a vender as armas do tráfico para as facções rivais, o ministro não disse mais nada. Deve estar em algum dos outros três cantos do país, talvez pedindo conselhos ao Capitão Nascimento.
    Mesmo com toda essa eficiência, silêncio tem limite. E Dilma resolveu falar. Convocou cadeia nacional de rádio e TV para um pronunciamento à nação. Devia ser algo muito importante, a ponto de levá-la a interromper sua rotina laboriosa. Quem sabe, era o momento de tirar o véu por sobre os grandes projetos que o Brasil resolveu imaginar estarem sendo geridos pelo novo governo. Mas não era bem isso.
    Forjada na lábia populista de Lula, Dilma estava com saudades dos comícios - que, como se sabe, são a alma do negócio. Ela caprichou. O gancho era um programa de apoio ao ensino técnico, desses que se anuncia com um press-release do segundo escalão. Naturalmente, o tal programa tomou só alguns segundos do pronunciamento à nação. A grande mensagem da "presidenta", essencial e inadiável, era um paralelo conceitual entre educação e pobreza (a especialidade da casa).
    O Brasil foi convocado a ver e ouvir Dilma Rousseff explicar que o país tem agora que enfrentar a "fome do saber".
    Não se sabe o que seria desta pobre nação sem os slogans do PT. Depois dessa emocionante ordem unida em cadeia nacional, teremos certamente um sistema educacional robusto. E tecnologias como a do Enem e do Sisu serão espalhadas pelos quatro cantos do país.
    Quem depois disso continuar com fome de saber que vá se alimentar do noticiário sobre o Egito. Por aqui, estamos de barriga cheia.
De O Globo

Ueba! Chegou a Transexual Surda!

José Siomão
    BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E olha o anúncio da "Tribuna de Santos": "Natalia, transexual surda". Cortou o som também? Cadê o pingolim que tava aqui? HEIN? Rarará. Programa sem áudio!
    Tensão no mundo árabe: Egito, Iêmen, Líbia, Bahrein. Falta pouco pra chegar na 25 de Março!
    E mais uma do Sensacionalista: "Elefante alega hipotireoidismo e se aposenta do circo". Ih, esqueci que não pode mais fazer piada com o Ronaldo gordo, me acusam de bullying! Rarará!
    E mais essa: "Para evitar intermediários, Nem da Rocinha é o novo chefe da polícia do Rio". Rarará! Diz que os bandidos têm que trabalhar em dobro. Pra pagar os policiais corruptos e pra tirar o lucro!
E desde quando o Sarney sofre de HIPERNEPOTISMO? Desde 1500! Pegou do Cabral! Mas eu tenho uma foto de dois meninos fantasiados de múmias. Devem ser os bisnetinhos do Sarney. As Muminhas.
    Tem Sarney até 2060!
    E esse Carnaval que não chega? Pensamento pré-carnavalesco: se a Gretchen soltar um pum num saco de confete, é carnaval o ano inteiro! Então o que ela tá esperando?! Rarará!
    Tô adorando os blocos de 2011. Direto do Recife, o bloco dos psicanalistas: Nem Freud Nem Sai de Cima! E direto de Mossoró, no Rio Grande do Norte, umas coroas fizeram um bloco da terceira idade: As Fiscais do Sarney. Rarará! E direto de São Luís do Maranhão: Chupa Mas Não Morde.
    Eu recebi a foto do bloco com uma agência do Bradesco atrás. Porque toda foto que a gente tira no Brasil tem uma agência do Bradesco?!
    E São Paulo? Chove tanto em São Paulo que um amigo meu foi transar com a namorada e ela estava MOFADA! Rarará!
   O Brasileiro é Cordial! E essa seguidora do Gervásio: "Se eu pegar o deputado petista cabrunco que votou no mínimo de R$ 545, vou fazer ele beijar de língua a Erenice Guerra até ela se convencer que é a Gisele Bündchen e gritar: "Vai com tudo, Brad Pitt". Conto com todos. Assinado: DILMA". Rarará.
    Ela é a nossa Gervásia! Rarará.
    E a polícia de São Paulo é polícia de ditador árabe? Dá cacetada e joga bomba de gás em manifestante! A situação está uma goma arábica! Rarará.
    Nóis sofre mas nóis goza.
    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Da Folha de S. Paulo

Previsão do tempo para cinco dias em São Luís

19/02 (Sábado)
Chuvas
máx. 27°C mín. 24ºC
Nascer do sol: 06h08m
Pôr-do-sol: 18h14m

20/02 (Domingo)
Pancadas
máx. 31°C mín. 22ºC
Nascer do sol: 06h08m
Pôr-do-sol: 18h14m

21/02 (Segunda-feira)
Pancadas
máx. 30°C mín. 24ºC
Nascer do sol: 06h08m
Pôr-do-sol: 18h14m

22/02 (Terça-feira)
Pancadas
máx. 30°C mín. 24ºC
Nascer do sol: 06h08m
Pôr-do-sol: 18h13m

23/02 (Quarta-feira)
Pancadas
máx. 30°C mín. 24ºC
Nascer do sol: 06h08m
Pôr-do-sol: 18h13m

Atualizado em: 19/02/2011 08:01




Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS - Água santiária: Morte na cela
CORREIO DE NOTÍCIAS - Sobe para nove número de mortos em Pinheiro
JORNAL PEQUENO - Dinheiro para pagar presos some do cofre da Secretaria de Segurança
O ESTADO DO MARANHÃO - Suplentes de partido devem tomar posse, manda STF
O IMPARCIAL - Secretaria de Segurança é roubada