3 de jul. de 2011

Magno Malta: "Eu sei que Deus criou macho e fêmea"

O senador Magno Malta (PR-ES)
    Em entrevista concedida ao Congresso em Foco na última quarta-feira (29), um dia movimentado de deliberações no Plenário do Senado, o senador Magno Malta (PR-ES), que presidiu até há poucos meses a CPI da Pedofilia, apressou-se em reafirmar que é frontalmente contra qualquer modalidade de sexo que não seja entre homem e mulher. Confira trechos da entrevista:
O senhor teme ser comparado com o deputado Jair Bolsonaro?Não. Acho que o homem é a sua decisão, é o que ele defende. E cada qual tem o direito de defender o que quer e o que acredita.
O que o senhor acha do deputado Bolsonaro?Eu o respeito, porque ele tem posição. Só não respeito quem não tem posição, quem é camaleão, que fica da cor da situação para tirar proveito. Agora, ele é um sujeito incisivo, duro. Eu não. Eu sempre respeitei os homossexuais. Os homossexuais pagam imposto, trabalham, tem muitos prestando serviços a esse país, e precisam do nosso respeito. Eu trabalho na recuperação de drogados há 30 anos, e está cheio de drogados homossexuais. Eu sempre os recebi. Eu sou presidente de um partido que, em meu estado, tem travesti.
O senhor acha que homossexualismo é questão de doença?Eu não entraria nesse mérito. Eu sei que Deus criou macho e fêmea. Fulana está grávida de um menino ou de uma menina. Você não diz que fulana está grávida de um homossexual, não existe isso! Agora, se o homem, por conta da sua cultura, quer se envolver com outro homem, isso é velho! No capítulo 1º de Romanos, a Bíblia diz o seguinte: “Por que se inflamaram na sua homossexualidade?”. Eu sou um homem cristão, e acredito nos moldes de Deus, macho e fêmea. Eu não acredito [em desvios sexuais], vou lutar até o final. Esse Senado da República não vai criar um terceiro sexo.
O senhor está certo, então, de que o projeto não será aprovado?Completamente certo. Eu estou inclusive propondo banir essas audiências públicas e sugerir que se coloque em votação. Bota pra votar. Vamos enterrar esse defunto de uma vez, jogar terra em cima dele. E, se quiserem, vamos discutir um texto genérico só pra dar satisfação à consciência.

E a diamba, hein, quem diria!

Ferreira Gullar
    Senti um arrepio quando soube que o Supremo Tribunal Federal aprovou a Marcha da Maconha. O Supremo! É que, nesta cabeça maranhense, maconha se liga a meus antigos companheiros da praia do Caju e não aos garotões de Ipanema. Senti-me, de certo modo, homenageado, não por mim _que não me dei bem com a diamba (nome dela no Maranhão) ao experimentá-la_, mas por Maninho e Pereba, fumantes inveterados.
    Num primeiro momento, pareceu-me que o Supremo aprovara o uso da maconha, mas, lendo com atenção, vi que os ministros só aprovaram a marcha em favor dela, não fumá-la, já que isso é crime. Ah, bom, disse a mim mesmo, pois estava achando estranho um tribunal supremo sair em defesa de uma droga que deixa o cara doidão.
    Já eu, ligadão no vício da indagação, não pude deixar de me perguntar: mas a marcha não é para fazer valer o direito do cidadão puxar o seu fumo dentro da lei? Quer dizer que o Supremo é a favor da marcha, mas contra seu objetivo.
    O relator da matéria, ao propor a aprovação da tal manifestação, esclareceu que não permitia aos manifestantes fazerem a apologia da maconha. E aí fiquei sem entender direito porque, se a marcha visa a legalizar o seu uso, realizá-la é proclamar a público que a maconha é uma coisa boa, inofensiva e, mais que isso, um barato.
    Veja bem, não estou contra nem a favor, estou apenas procurando entender a lógica do Supremo. E por isso me pergunto: iria alguém para a rua para defender algo que considerasse pernicioso? Claro que não. Logo a marcha é, implicitamente, uma apologia da maconha, ou não haveria por que fazê-la.
    Houve mesmo um ministro que, empolgado, defendeu o direito de todo cidadão manifestar-se a favor das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, o que torna possível, democraticamente, a realização amanhã de marchas da cocaína e do crack. Espero que o leitor não conclua daí que sou contra essas marchas. Como o Supremo, me oponho apenas à apologia. A única marcha a que me opus, faz muitos anos, foi aquela de 1964, a da família com Deus pela liberdade. E me dei mal.
   Voltando à praia do Caju e ao Beco do Precipício dos anos 1940, quando maconha era coisa de marginal, lamento que Maninho e Pereba não tenham vivido o suficiente para assistirem à prestigiosa ascensão da erva, hoje objeto da atenção de ministros e ex-presidentes da República e até de um Prêmio Nobel de Literatura. Se aqui ainda estivessem, certamente se sentiriam antecipadores de uma revolução dos costumes. Mas, como passaram da maconha à cocaína, um terminou louco num hospício e o outro foi morto pelo tráfico.
    Quanto a mim, que sobrevivi, não mereço as honras devidas aos precursores e mártires, pois, já naquela época, ´careta´ por vocação, tentei convencê-los de que o chope do Motobar também dava barato e era menos perigoso. É verdade que não fiquei no chope, pois logo descobriria o barato da poesia, a que me entrego até hoje.
    Troquei São Luís pelo Rio, o Motobar pelo Vermelhinho e pude, muitos anos depois, assistir à internacionalização da maconha, arrastando consigo, já não os Maninhos e os Perebas, mas jovens da classe média do mundo inteiro.
    De novo, os vi passarem da maconha à cocaína e endoidarem. Está certo ou errado? Foi escolha deles e cada um, como se sabe, tem o direito de dar à vida o rumo que quiser, no que, tenho certeza, os ministros do Supremo concordarão comigo.
   Só espero que os traficantes não se valham disso para cobrir a cidade com grandes outdoors, afirmando que ´cheirar é um direito de todo cidadão´. Ou seja, se você acha que cheirar faz mal, não cheire, mas não queira impedir o outro de fazê-lo. Cada um é dono de seu nariz.
    Como tenho a mania de meter o nariz onde não devo, ponho em questão também essa tese. Sem dúvida, cada um faz o que quer com seu nariz, desde que, com isso, não crie problemas para o nariz alheio.
    Pois a verdade é que, se o garoto adere às drogas e não tem grana para comprá-las, mete a mão na bolsa da mamãe. Drogado, pode sair doidão com o carro do papai e atropelar alguém. Por essas e outras é que não participo da Marcha da Maconha, mas, se promoverem marchas pela melhora do atendimento psiquiátrico, contem comigo.
Da Folha de S. Paulo

Na coluna do Élio Gaspari

REGISTRO SOCIAL
    Há muito tempo o Rio não via festa tão bonita. Quem conhece as belezas da cidade garante que o Copacabana Palace só teve festa de casamento igual em 1985, quando Antonia Mayrink Veiga tornou-se sra. Guilherme Frering. Ele era o herdeiro do império mineral do empresário Augusto Trajano Antunes.
    No último dia 25, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu mil convidados para o casamento de sua filha Danielle. A festa ocupou todos os salões do grande hotel, lindamente decorados com flores. No Golden Room, que já foi iluminado por Rita Hayworth, Marlene Dietrich, Kirk Douglas e Maurice Chevalier, brilhavam Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Hélio Costa (PMDB-MG).
De O Globo

Bolsonara responde a leitores da revista Época

O deputado federal Jair Bolsonra (PP-RJ)
Confira algumas das pergntas/respostas:
O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis? Suzan Vitorino, PE Bolsonaro - O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho.

O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis? Suzan Vitorino, PE Bolsonaro - O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho.

Várias vezes o senhor comentou em entrevistas que era a favor de uma possível volta do governo ditatorial no Brasil. Por quê? Rafael Lima de Oliveira, CE Bolsonaro - É mentira que o regime militar foi uma ditadura. Foi uma necessidade para aquele momento, e a adoção do regime foi motivada por anseios de todos os segmentos da sociedade, incluindo a mídia em geral e a igreja. Essa afirmativa pode ser comprovada com a leitura de jornais e revistas da época. Há 25 anos os militares são vilipendiados diuturnamente, inclusive acusados de torturadores, e as Forças Armadas permanecem como uma das instituições mais confiáveis do país, o que induz ao entendimento de que fizeram um bom governo.

O deputado avalia que suas declarações são divulgadas corretamente ou distorcidas? Ednilson Souza, DF Bolsonaro - Acontece de tudo. Minhas declarações vendem jornais e revistas e dão audiência no rádio e na TV. As distorções são apenas detalhes.

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Morre o ex-presidente Itamar Franco, 81 anos
O IMPARCIAL - Concorra a supersalários em dois concursos no MA
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:O anjo torto da política
FOLHA DE S. PAULO:Dívida externa aumenta 43% em menos de 2 anos
O ESTADO DE MINAS:Nunca haverá um outro Itamar
O ESTADO DE S. PAULO:Empresa de senador leva R$ 57 mihões da Petrobras sem licitação
O GLOBO:Agenda econômica de Dilma não sai do papel
ZERO HORA:Itamar Franco 1930-2011
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:MPF pede condenação de Maioranas
JORNAL DO COMMERCIO:País de luto por Itamar
MEIO-NORTE:Ficha suja é vetado em cargos públicos
O POVO:Seu emprego

2 de jul. de 2011

Maioria da população da ilha de São Luís é de mulheres

    Nos quatro municípios da Ilha de São Luís do Maranhão há 73.915 mais mulheres que homens em domicílios, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar têm juntos 1.309.333 habitantes. Em todos eles há mais mulheres que homens.
    Nos municípios da região metropolitana de São Luís - excluindo Alcântara e Bacabeira - existem residentes 691.624 mulheres e 617.709 homens.
    A diferença maior entre as populações de homens e mulheres está no município de São Luís. Na capital do Maranhão são 64.847 mais mulheres que homens. Mais de 50% desse percentual está concentrado na zona urbana da cidade.
    Em Raposa a diferença entre as populações masculina e feminina é a menor nas zonas urbanas da ilha. São apenas 21 mulheres a mais que homens no município criado a partir da colonização de imigrantes cearenses na década de 30, que ali instalaram uma colônia de pescadores.
     Segundo os dados do IBGE na zona rural de Paço do Lumiar existem apenas 18 mulheres mais que homens.

PRF interdita trechos da Belém-Brasil na abertura da 43ª Expoimp

    A Polícia Rodoviária Federal interdita neste sábado,2, a partir das 9 horas trechos da rodovia Belém-Brasília para  a realização da 20ª Cavalgada na abertura da 43ª Exposição Agropecuária de Imperatriz, Expoimp 2011, maior feira agropecuária da região sul do Maranhão.
     A cavalgada da Expoimp começará às 9 horas, tendo como ponto de concentração e saída a rua XV de Novembro e seguirá pelas ruas Cel. Manoel Bandeira, Luis Domingues, Getúlio Vargas e marginal direita da rodovia Belém-Brasilia (BR-010), terminando no interior do Parque.
    Por orientação do Ministério Público está proibida a presença de veiculos automotores e de menores de 15 anos desamcompanhados dos pais ou responsáveis. Houve credenciamento das carroças e balhar.
    A partir das 10 horas, o trecho da marginal direita da BR 010 sentido Parque será interditado para carros. Ao meio dia, o trecho principal da BR entre o DNER e o Parque de Exposição será também interditado até às 14 horas, afim de que a cavalgada possa chegar com segurança ao parque.
    A carroças não poderão ir até o Parque, deverão fazer o retorno no acesso a ponte Dom Gregory, em frente ao Freitas Parque. A medida é para que as carroças possam aproveitar o período interditado da BR-010 para retornarem à cidade.
    A programação do primeiro dia da Expoimp marca para o período da noite a realização do show com o cantor Mariozan Rocha, a partir das 22 horas. Durante o dia acontecerão shoppings Rural da Fazenda Arco-Iris e KM Leilões.
Trechos interditados:
KM 249 a 250 – Via Principal da BR, da entrada do Parque de Exposições até a Ponte do Cacau – das 12 às 14 horas
KM 250 a 253 – Sentido Brasília-DF / Belém (PA), entre a Ponte do Cacau e o Viaduto – das 10 às 14 horas

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - CGJ recolhe mais de mil armas em foruns no interior
O IMPARCIAL - 60 bairro sem água no fim de semana
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:250 mil câmeras para vigiar os brasilienses
FOLHA DE S. PAULO:Camareira muda versão, e ex-chefe do FMI é libertado
O ESTADO DE MINAS:Os endereços do medo na zona sul
O ESTADO DE S. PAULO:BNDES admite deixar fusão no varejo
O GLOBO:Rio cresce mais em favelas e nos bairros vizinhos à Barra
ZERO HORA:RS produzirá etanol com a Petrobras
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Plebiscito será em 11 de dezembro
JORNAL DO COMMERCIO:Detran perdoa atrasos
MEIO-NORTE:Guerra do tráfico mata 6 em 15 dias
O POVO:Moraisinho está preso e diz ter medo de morrer