10 de fev. de 2011
Bailarinas do Tihany fazem aula de balé na Escola Olinda Saul
Cinco bailarinos do Circo Tihany, que inaugura temporada nesta sexta-feira,11, em São Luís(MA), fazem aula na Escola de Ballet Olinda Saul - Projeto Dança Criança, na rua do Sol, centro. Uma argentina, duas russas, uma cubana e uma inglesa passaram a tarde de quinta-feira na escola. Elas falam apenas espanhol, mesmo assim manifestaram encantamento com a cidade de São Luís.
Cerca de 70 artistas, 156 profissionais de 25 nacionalidades, inclusive brasileiros, fazem parte do circo.O diretor geral é o mexicano Richard Tihany.O Tihany faz turnê no Brasil com apoio da Lei Rounet, de apoio à cultura.
Roseana quer Quinto como campeã do carnaval
Ao secretário de estado da cultura, Luiz Henrique Bulcão, e ao coordenador de carnaval da Secma, Zé Pereira Godão, dono do Barrica, a governadora Roseana Sarney já teria recomendado: quer ver a Turma do Quinto campeã do carnaval de Passarela do Samba este ano.
Luiz Bulcão e Zé Pereira Godão são autores do samba de enredo "Maranhão: Praia Grande das artes" que a escola da Madre Deus levará para a avenida do Anel Viário no domingo gordo de carnaval, 6 de março.
No barracão da escola, a história é diferente. Por enquanto, só prestígio, metal que é bom, nada. Os artesão da escola serão aproveitados do barracão da arquirival Favela do Samba.
No José Simão
"Presos são decapitados no Maranhão; 4 morrem". E os demais decapitados sobreviveram? Rarará!"
A senadora e o feminino de presidente
Pasquale Cipro Neto
A SENADORA MARTA SUPLICY interrompeu o presidente da Casa para "corrigi-lo". José Sarney usou a forma "presidente" para referir-se a Dilma Rousseff; Marta o interrompeu ("Pela ordem, senhor presidente: presidenta da República", disse ela a Sarney, que, em seguida, disse à senadora que as duas formas são corretas gramaticalmente). O fato é que Dilma Rousseff assumiu há 41 dias, e a polêmica continua, como continuam as manifestações a respeito do tema, algumas descabidas.
Já expliquei aqui que a terminação "-nte", presente em inúmeras palavras portuguesas, espanholas e italianas (e também inglesas e francesas, em que passa a "-nt" -em inglês, "presidente" é "president"; em francês, "président"), vem do particípio presente latino. Seu valor, em nossa língua e nas outras, é o de indicar o agente ("presidente" é "aquele/a que preside").
Também já disse que 99,99% das palavras terminadas em "-nte" têm forma única para o masculino e para o feminino. A mulher que gere (sim, "gere", do verbo "gerir", sinônimo de "gerenciar") uma agência bancária, por exemplo, não é gerenta; é gerente (gerenta, aliás, parece ter um certo tom pejorativo, não?).
A forma "presidenta" é uma das raras exceções, registrada -há muito- por vários dicionários (desde o de Cândido Figueiredo, por exemplo, publicado há quase um século). Outra das exceções, também antiga, é "infanta" ("1. Em Portugal ou Espanha, filha de reis que não é herdeira da coroa"; "2. Esposa do infante", explica o "Houaiss", que define "infante", no caso, como "Em Portugal e Espanha, filho de reis, porém não herdeiro do trono").
"Presidenta" é uma variante de "presidente", que, como as demais palavras terminadas em "-nte", é "substantivo ou adjetivo de dois gêneros". Em outras palavras, tanto faz, ou seja, pode-se empregar "a presidente Dilma Rousseff" ou "a presidenta Dilma Rousseff".
Pois bem. O fato de haver registro de "presidenta" certamente decorre do fato de haver uso dessa forma (os dicionários não inventam palavras; registram as que ocorrem no corpus definido para a pesquisa). Mas a existência da variante de uma palavra não dá a ninguém o direito de exigir dos outros o uso dessa variante, muito menos o direito de corrigir quem não a usa, mas...
Posto isso, talvez pudéssemos trocar dois dedos de prosa sobre os possíveis motivos do pito que Marta deu em Sarney. Poder-se-ia pensar que o pito tem tom feminista, mas, como esse campo é minadíssimo, explosivo, prefiro não entrar nele.
Outra hipótese (talvez mais consistente) está em que, com o pito, Marta contesta o fato de que, ao empregar "a presidente", o presidente do Senado ignora o opção de Dilma Roussef por "presidenta". Aí o terreno se torna movediço...
Aproveito o mote para lembrar outros vocábulos que terminam em "-nte", como "adolescente" e "valente", que derivam, respectivamente, dos verbos "adolescer" e "valer". Sim, "adolescente" é "aquele/a que adolesce", assim como "valente" é "aquele/a que vale".
O caro leitor já empregou alguma forma de "adolescer"? Já disse a um de seus filhos algo como "Pobre de mim quando você adolescer!"? Elaiá! Certamente, não. O mais comum é algo como "Pobre de mim quando você entrar na adolescência!", não? Isso prova (mais uma vez) que nem sempre temos noção da relação que há entre as palavras ou de seu processo de formação.
Antes que me esqueça, "adolescer" vem do latim, em que significa "desenvolver-se, crescer". É isso.
Manchetes dos jornais
AQUI -MA - Jeniparana: Cuidado com ela
JORNAL EXTRA- Sangue doce: Diabético com depressão dá cabo à própria vida
JORNAL PEQUENO - Governo anuncia medidas para conter caos nos presídios
O DEBATE - Mulher é acusada de comandar execuções na Cidade Operária
O ESTADO DO MARANHÃO - União liberará R$ 20 milhões para construção de presídios
O IMPARCIAL - O Problema. A solução?
9 de fev. de 2011
No Diário da Assembleia desta quarta-feira,9 de fevereiro
DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
RESENHA DE EXPEDIENTE
MESA DIRETORA
1 – RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA
N.º 102/2011 de 08 de fevereiro de 2011, exonerando JORGE DA SILVA VIEIRA, do Cargo em Comissão, de Diretor de Comunicação Social, do Quadro de Pessoal deste Poder, devendo ser considerada a partir de 1º de fevereiro do ano em curso.
N.º 103/2011 de 08 de fevereiro de 2011, nomeando DULCE MARIETA DE BRITTO FREIRE, para exercer o Cargo em Comissão, de Diretor de Comunicação Social, do Quadro de Pessoal deste Poder, devendo ser considerada a partir de 1º de fevereiro do ano em curso.
Eike Batista banca carreira artística de Fernando Sarney em "400 carnavais"
A MPX Itaqui, uma empresa do grupo EBX do magnata brasileiro Eike Batista que ora instala uma usina termelétrica na ilha de São Luís, é patrocinadora exclusiva do CD "400 carnavais". Em duas das 15 faixas o empresário Fernando Sarney participa como cantor.
Em "Bailarina", composição de Antonio Carlos "Pipoca" Lima, assessor do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão; Gerude e Jorge Thadeu, Fernando Sarney divide os vocais com Gerude e César Roberto, radialista do Sistema Mirante e da Rádio Timbira, a oficial do governo do estado.
Na faixa 8, "Bloco Tradicional", música de Ronald Pinheiro, Nosly e Gerude, o filho mais velho do senador José Sarney (PMDB-AP) canta com o primeiro.
O disco tem selo da Clara Comunicação, empresa do jornalista Félix Alberto Lima, que tem em sua carteira de clientes a empresa de Eike Batista e o Ceste (Consórcio Estreito Energia) que conclui a construção da Usina Hidrelétrica do Estreito, UHE.Lima, irmão de Antonio Carlos "Pipoca" Lima, também assina a direção executiva do trabalho que teve produção do cantor, compositor e apresentador de TV, Betto Pereira, e do instrumentista Jessé Fonseca.
"400 carnavais" é uma alusão antecipada do quarto centenário de fundação da cidade de São Luís pelos franceses. A cantora Alcione abre o repertório do CD promocional da Clara com "Temperô”, de Betto Pereira e Celso Reis.
Como a irmã, Roseana, Fernando Sarney é um diletante da música. Dono das emissoras de rádio Mirante AM e FM espalhadas pelo Maranhão, o filho do presidente do Senado reclama o status de mecenas da música maranhenses. Nas rodas musicais de acólitos toca gaita. Nas de empresários o timbre da gaita é outro. Já tentou emplacar nomes no cenário nacional, como Mano Borges e César Nascimento, patrocinando, com recursos do erário, trabalhos fonográficos com assinaturas de Midas como Marco Mazzola, produtor de discos de Gal Costa, João Bosco, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Djavan, Gilberto Gil, Chico Buarque, Simone, Elis Regina Caetano Veloso, banda Eva, entre outros grandes nomes da música brasileira.
Mano Borges fecha "400 carnavais com "Vai dançar neném", composição de sua autoria.


