7 de jul de 2011

Fauzi Beydoun participa de programa social em Natal (RN)

Fauzi Beydoun, Douglas Bueno, Tom Gregório e Betão durante gravação no estúdio

    Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, Fauzi Beydoun, líder da Tribo de Jah , falou sobre a gravação de clipe protagonizado por alunos do Programa Mais Educação. O Programa ganhou contornos sonoros através do professor de artes Douglas Almeida Bueno. Lecionando na rede pública, Bueno desenvolve ensino musical para alunos de escolas estaduais, ong Lar Fabiano Cristo (Felipe Camarão) e a Banda sinfônica do município de Ielmo Marinho (RN) atendidos pelo Pró-Jovem. Através desse encontro, buscou uma maneira criativa para instigar o interesse pelas bandas marciais: renovou o repertório e resolveu gravar um vídeo clipe.
    A música "Ruínas da Babilônia" recebeu tratamento personalizado da banda de percussão coordenada pelo professor Douglas Bueno.  O vídeo dá uma dimensão da produção, que contou com apoio do curso de cinema da UnP. A previsão é que o DVD seja lançado até setembro de 2011.
    A Tribo de Jah faz show em Natal nesta próxima sexta-feira (8), no largo da rua Chile, Ribeira, quando divide o palco com as bandas Árvore da Vida e Grafith:
Confira a entrevista a Yuno Silva
Fauzi, o que te motivou a aceitar o convite?
Já tínhamos feito alguns trabalhos sociais, shows beneficentes, mas a proposta apresentada pelo Douglas me deixou particularmente sensibilizado - não tinha como negar o convite para participar dessa gravação com essa meninada. Muitas são procedentes de bairros mais populares, dos guetos.
A Tribo de Jah pensa em desenvolver algum trabalho social no Maranhão?
Sempre tivemos vontade de fazer isso. Hoje a banda mora em São Paulo, mas estivemos em São Luís para tentar apoio na criação de uma ong, uma fundação, uma associação... qualquer lugar onde pudéssemos utilizar o reggae como elemento inclusivo, de transformação social. Somos uma banda independente e se bancar não é fácil, mas esse é um sonho que acalentamos e uma hora acontece.
O reggae e os regueiros ainda sofrem muito com o preconceito?
Em São Luís o reggae é do gueto, saiu do gueto, e foi muito discriminado. Tinha toda uma conotação negativa. Mas conseguimos reverter isso de uns 15 anos para cá. Antes o estilo era visto como coisa de bandido, marginal.
Você aponta um motivo para essa maior aceitação do reggae?
A classe média aderiu ao reggae, que passou a ter um aspecto mais folclórico, como parte da cultura popular maranhense. Houve uma evolução, hoje as pessoas se orgulham de dizer que são regueiras. O reggae foi valorizado.
E seu trabalho solo, continua investindo nessa vertente?
É um projeto paralelo ao da Tribo, que flerta com o o blues, com o rock, muita balada, mas o reggae continua sendo o fio condutor. Estou compondo umas coisas mais elaboradas e considero estar passando por um momento artístico muito bom.

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