21 de jul de 2011

OGX de Eike Batista transfere resíduos do Maranhão para estados do Nordeste

    Um carregamento de resíduos tóxicos da OGX Maranhão Petróleo e Gás Ltda, empresa de Eike Batista, proveniente dos municípios de Capinzal do Norte e Santo Antonio dos Lopes, no Maranhão, foi interceptado na quarta-feira,20, no Rio Grande do Norte. O destino do material seria a cidade de Recide (PE) 
    O resíduo é proveniente da extração de petróleo e ´gás no estado. Seis carretas com o material foram interceptadas na BR-406 pela Polícia Rodoviária Federal e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte. Devido ao mal tempo o carregamento foi desviado para Natal.
    A natureza do material causou conflito entre a BRaseco e o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio, Conservação e Limpeza Urbana do Rio Grande do Norte (Sindlimp), presidido pelo vereador Francisco Lucena.
    O transporte vem ocorrendo já há alguns dias. O institudo deve expedir um laudo dentro dos próximos dias para por fim à polêmica se o lixo é tóxico ou não. A Braseco, empresa potiguar, se responsabilizou pela carga.
    O mesmo tipo de materual foi descarregado no aterro sanitário em Ceará-Mirim (RN). "Eles estão trazendo isso pra cá porque nenhum outro Estado do Nordeste quis receber porque sabem o quanto é perigoso. Como aqui não há fiscalização nenhuma, entra tudo sem permissão mesmo. É um absurdo", declara Fernando Lucena.
A    lém do Rio Grande do Norte, apenas a Bahia possui um aterro sanitário com as qualificações e atestado do ISO 14.000, exigência para receber os resíduos. Os motoristas declararam que houve entrega do mesmo tipo de resídio para Mossoró(RN). Cada carreta está carregada com cerca de 27 metros cúbicos do resíduo. O preço da carga declarado na nota fiscal é irrisório, apenas R$ 13,50. Porém, o frete, segundo os motoristas, é de R$ 5 mil.
Com informações da Tribuna do Norte

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