6 de ago de 2011

Índios recebem comida estragada no MA

FERNANDA ODILLADE BRASÍLIA
    Estudantes das escolas indígenas do Maranhão recebem merenda estragada e enfrentam falta de alimentos por conta de falhas na distribuição, feita poucas vezes ao ano e em quantidade insuficiente para suprir a necessidade dos alunos.
    Relatório da Funai (Fundação Nacional do Índio) ao qual a Folha teve acesso revela ainda outros problemas em 19 escolas indígenas maranhenses.
    Há acusações de chefe vendendo a comida no próprio mercado, escolas fechadas desde o início do ano, falta de regularidade no transporte escolar e alunos liberados por falta de comida.
"Isso evidencia a fragilidade do processo de fiscalização da Secretaria de Educação do Maranhão e a irresponsabilidade com o dinheiro público", informa o relatório da Funai, concluído no fim de junho e feito a pedido do Ministério Público Federal no Estado.
    Na semana passada, o Ministério Público entrou com ação civil contra o governo do Maranhão.
Responsável pela execução dos recursos federais na educação indígena, o governo estadual contratou por R$ 3 milhões uma empresa que, segundo a Funai, não é capaz de entregar os alimentos durante o período letivo.
    Há oito escolas que não recebem merenda desde o fim de 2010 e outras sete onde a comida só chegou nos primeiros dois meses deste ano.
    Relato de índios e professores aos técnicos da Funai revelam que "lata de sardinha estava estufada, a linguiça continha larvas e os legumes [estavam] murchos e passados".
    "Graves falhas na prestação do serviço vêm comprometendo tanto o acesso à merenda escolar como sua qualidade e adequação às culturas locais", escreveu na ação o procurador Alexandre Silva Soares, reiterando que as mesmas irregularidades se repetem há anos.
OUTRO LADO
    A própria Secretaria de Educação do Maranhão admitiu, em nota à Folha, que detectou irregularidades na distribuição feita pela empresa terceirizada.
    A secretaria informou que "suspendeu imediatamente o contrato e iniciou o processo de centralização da alimentação escolar, com acompanhamento e fiscalização desde a aquisição dos alimentos até a distribuição nas escolas indígenas".
    O órgão informou ainda que o contrato está sendo investigado pelo próprio governo do Estado.
Da Folha de S. Paulo

1 comentários:

Anônimo disse...

É! Castelo esperou a sua vez! A prefeitura já era pra ter nosso "Centro Administrativo". Como se ver em outras capitais: o cidadão não precisa se deslocar, tanto - para resolver problemas conjugados junto à administração municipal. Na realidade, temos que pensar que trânsito “mexe” com velocidade média (Engenharia de Trânsito)-, então essa Via Expressa vai jorrar veículos para o engarrafamento do Ipase. - que já não pequeno.Quer uma explicação ! Tomemos como exemplo a construção do viaduto do Calhau: os veículos passaram mais rápido por lá. Porém, engarrafou no "Garden"/retorno Cohama. Aí, foi feito - por necessidade um elevado. Continuou passando rápido demais... Os motoras pararam em fila indiana na Cohab (retorno São Luis Rei de França); novo elevado! Elevando o número de motorizados no retorno da Forquilha. E pela primeira vez na Estória Roseana Sarney não quis que fosse feito uma elevação (todos sabem porque) na mesma avenida - que só muda de nome -, ora! Se fosse viabilizado essa proeminência viária, os mesmo veículos, aos invés de solução; encontrariam obstáculos numa sequência: Mateus/Operária; São Cristovão e/ou Anil/São Cristovão-Rodoviária. Todos esses caminhos levariam ao viaduto do Café. Sendo que esse trevo vomitaria veículos para os indigestos trânsitos do João Paulo e Alemanha. E o centro da City? Tudo tem que ser calculado e executado continuamente. Essa Via Expressa vai deixar muito ludovicense barrado na porta da festa dos 400 amos São Luis.

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