10 de jan. de 2011

Condal põe máscaras de Sarney, Dilma e Tiririca à venda no carnaval

    Sarney, Dilma, Palocci, Tiririca são as máscaras de carnaval que a tradicional fábrica Condal vai distribuir até março em todo país.
    Desde 1959 a Condal vem reproduzindo rostos de personalidade do cenário político e artístico aos foliões durante o período carnavalesco. O maior fenômeno de venda foi o rosto de Lula em 2002. Vendeu mais de 15 mil unidades foram vendidas, inclusive para o exterior.
   A fábrica recebeu encomenda de 6 mil máscaras da presidente Dilma Rousseff. É a terceira versão de Dilma. Se na de 2008 ela ainda usava óculos e tinha corte de cabelo pouco moderno, na mais recente ela já aparece “repaginada” e com rosto “mais assentado”, nas palavras da diretora da empresa, a espanhola Olga Valles, viúva do artista plástico Armando Valles, fundador da fábrica.
    Não há traços de fio preto nos cabelos da máscara de Sarney. Na estampa do rosto o senador pai da governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) está sem óculos.

Pedro Novais também solicitou passaporte especial para mulher

O ministro do Turismo, Pedro Novais
    Quatro dias antes de pedir ressarcimento à Câmara por despesas em um motel, o agora ministro do Turismo, Pedro Novais, solicitou um passaporte diplomático e um visto para sua mulher ir a Miami, nos Estados Unidos. De acordo com registros da Segunda Secretaria da Câmara, no dia 24 de junho de 2010, quando era deputado, Novais enviou o ofício 106/2010 requerendo a emissão do passaporte especial para sua "companheira", Maria Helena Pereira de Melo.
    Uma semana depois, outro ofício, o 110/2010, tratou da emissão de visto de "turismo", para Maria Helena ir a Miami (EUA) entre 30 de agosto e 30 de setembro do ano passado. Outro ofício, de número 109/2010, requereu passaporte e visto também para Pedro Novais. "Isso é uma vergonha. Esse documento deve ser usado para fins diplomáticos, para missão do Congresso Nacional", disse ontem o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti.
    Os documentos estão registrados nos relatórios de "sistema de passaporte" da Segunda Secretaria, órgão da Câmara responsável por cuidar dos documentos dos parlamentares. O Estado mostrou no sábado que os deputados e seus parentes aproveitam os passaportes diplomáticos para viajar a turismo. Quem tem esse documento recebe privilégios em aeroportos, como fila e atendimento especiais - inclusive em alfândegas, prioridade em bagagens e, dependendo do país, fica até dispensado da necessidade de visto.
   Pelo menos dois terços desses passaportes especiais solicitados ao Itamaraty, nos últimos dois anos, foram para mulheres, maridos e filhos dos parlamentares. E cerca de 87% dos vistos internacionais para esses documentos tiveram motivação turística.
    O deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), eleito senador em outubro, pediu o passaporte diplomático para sua mulher e mais três filhos no ano passado. Em seguida, foram solicitados vistos de "turismo" para viajar a Nova York (EUA) entre 10 de novembro e 11 de dezembro, de acordo com o relatório da Segunda Secretaria da Câmara.
    No dia 20 de dezembro, o petista João Paulo Cunha (SP) solicitou o documento e o visto de "turismo" para ele, a mulher e a filha também irem a Nova York, só que agora em janeiro.
    Por meio da assessoria, o ministro Pedro Novais alegou ao Estado que sua mulher tem o passaporte diplomático desde 1991, dentro da lei que permite ao cônjuge do parlamentar ter o documento especial. Novais disse que a permissão para entrar nos EUA também havia expirado para ele e sua mulher. Pediram então um novo visto.
    Para isso, segundo a assessoria, tiveram que informar uma eventual viagem aos EUA. Mas, segundo ele, o processo não foi concluído e os dois não viajaram. A reportagem procurou Eunicio Oliveira e João Paulo Cunha. Eles não responderam.
De O Estado de S. Paulo

Em tribo no Maranhão, índias amamentam animais

Awa-guajá é um dos últimos povos nômades da América.
Eles mantêm tradição de contato próximo com a natureza

Os awá-guajá são uma das últimas tribos nômades das Américas. Em sua reserva, no noroeste do Maranhão, eles mantêm a a tradição de contato próximo com os animais. O filhote de cutia é alimentado com o fruto do babaçu. E o de macaco é amamentado pelas índias.   
    "O awá-guajá é um povo muito único. E essa relação que eles têm com o bicho, ele passa a ser membro da família", conta Bruno Fragoso, coordenador de Índios Isolados da Funai. A índia Tapanií explica que quando o macaco órfão que ela adotou ficar maior e mais agressivo, ela o soltará na mata. É na floresta que a vida dos awá-guajá se renova e também corre risco no encontro com invasores.
    "O maior medo que eles têm é a doença que às vezes contraem no contato com a gente. E o segundo medo é pensar que é inimigo, pistoleiro, esse povo que vem invadindo as terras.", explica Patreolino Garreto Viana, auxiliar de campo da Funai. Imoin tem o medo estampado no rosto e, no braço, uma marca de bala. O filho dela conta que a emboscada aconteceu quando ela fazia coleta na mata.
    O perigo do encontro com invasores, caçadores e madeireiros é grande, mas o espírito nômade dos awá-guajá é muito forte e mesmo os que moram nas aldeias passam boa parte do tempo na mata.
    Uma família que passou dias na floresta volta trazendo caça e vários litros de mel. Macaripitã conta que foi ela que enxergou a colméia. Aqui é assim, mulher boa para casar é aquela que sabe ver e ouvir a natureza. Ser prendada também conta, dizem os rapazes da aldeia.
    "Aí a mulher sabe fazer a saia dele também, como ele usa, como ela usa, sabe cozinhar também, como a gente come”, descreve Manaxika, líder da aldeia. A sabedoria dessas mulheres é fruto da relação que elas têm com a natureza e com as tradições: o melhor jeito de subir na árvore, de limpar e preparar o peixe, de cortar o cabelo com lascas de taquara afiada. Os cestos, os enfeites, as redes e roupas da palha do tucum. Dar conforto e beleza para a tribo é função das mulheres awá-guajá.
    As jovens se casam assim que menstruam. Novinhas já tem muitos filhos. Parapiñam tem quatro e mais um a caminho. O isolamento da aldeia awá só é vencido quando aparece alguém de carro. Foi a sorte de uma índia grávida com hemorragia, que Bruno Fragoso, o novo coordenador do grupo de índios isolados da funai a levou para a cidade de santa inês. No hospital precário nasceu mais um awá-guajá.
    A ameaça é terrivelmente visível para os awás e para as outras etnias da região. Imagens de satélite mostram que os 820 mil hectares de terras indígenas demarcadas no Maranhão estão sendo devastadas sem dó.
    “Os awá-guajá, no processo de aceleração de invasão em que se encontram, se não houver ação rápida e emergencial, o futuro desse povo é a extinção”, explica Bruno Fragoso, da Funai .
Do Globo Natureza

Quatro municípios do Maranhão terão verbas para construção de creches e quadra poliesportivas

    Apenas quatro municípios do Maranhão vão receber recursos Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a construção de creches e quadras poliesportivas, na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2): Açailândia, Codó, Coroatá e Imperatriz.
Nessa etapa 223 muncípios do país serão contemplados com verbas para construção de 520 creches e 98 para 213 quadras. Os valores ainda não estão definidos. Das cinco unidades previstas para o Maranhão, Imperatriz é que vai receber o maior número: duas. O restante terá apenas um projeto atendido. 
Grupos
    Os primeiros contemplados fazem parte dos grupos 1 e 2 do PAC 2. O grupo 1 é formado pelas 12 maiores regiões metropolitanas do país e por municípios com mais de 70 mil habitantes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e com mais de 100 mil habitantes nas regiões Sudeste e Sul. Este grupo atinge cerca de 60% da população brasileira. Neste grupo estão os municípios de Imperatriz, Codó e Açailândia. 
    No grupo 2 estão os municípios com 50 mil a 70 mil habitantes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 50 mil a 100 mil habitantes no Sudeste e Sul. Coroatá faz parte deste grupo.
    Os processos do grupo 3, dos municípios com até 50 mil habitantes, ainda estão em análise. Até abril, o FNDE deve divulgar outras duas listas com os demais municípios a serem beneficiados este ano.

Poesia do Maranhão

REZA COM VASSOURINHA
Edson Vidigal

Nada de ser bonzinho com o dominador,
De ser simpático,
De ser gentil,
Nada de gracinhas com o dominador.

Lembrai-vos de Rimbaud:
- Por gentilezas, perdi minha vida.

Nada de tréguas,
Fiquemos em léguas,
Muitas léguas distantes
Desse tipo de gente.

Porque reparando bem, gente,
Eles não se assemelham à gente,
Eles não vivem que nem a gente,
Eles têm é raiva da gente.

Sejamos chatos se preciso, chatos
No sentido de insistentes,
Mais insistentes que os grilos
Em suas cantigas, que incomodam...

Com a fé em Deus, incomodar,
Com a fé no Povo, incomodar
Até que se o dominador se retire,
Se retire ou se vá. Se retire ou se vá.

Herança maldita do governo Lula aparece no MINC

Contas a pagar
A ministra Ana Hollanda encontrou despesas a pagar no Ministério da Cultura que beiram a casa dos R$500 milhões.
Do Ancelmo Góis

Trabalhadores rurais ocupam fazenda improdutiva no MA

    Na tarde de ontem, dia 9, cerca de 300 famílias organizadas pelo MST ocuparam a Fazenda Salgador, no município de Presidente Vargas (MA). A Fazenda tem 45 mil hectares e é considerada improdutiva pelo Movimento Sem Terra. Por isso, uma das reivindicações do MST é a vistoria imediata da área pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para que a mesma seja desapropriada.
    A ocupação que começou com 300 famílias hoje já soma 750. No Maranhão cerca de 3.000 famílias estão acampadas às margens de estradas em todo o estado. A área da fazenda corresponde a 45 mil campos de futebol o que daria para assentar pelo menos 500 famílias.
    Com a ocupação, o MST no Maranhão dá início à Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Durante a Jornada o MST realizará uma série de ocupações de terras e mobilizações em todo o Brasil em protesto pela lentidão do processo de Reforma Agrária e pela impunidade dos crimes cometidos pelo latifúndio e pelo agronegócio.
    A Jornada é realizada no mês de abril em função do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, que aconteceu no dia 17 de abril de 1996, quando a polícia militar assassinou 19 trabalhadores rurais Sem Terra. A data foi instituída como Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Da Agência do MST

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO- Fundação Sarney busca patrocínio de órgãos estatais para se manter
O ESTADO DO MARANHÃO - Partidos se articulam para eleger mesa na AL
O IMPARCIAL - Acidentes provocam seis mortes no final de semana