23 de fev de 2011

Rebelião de Pinheiro foi programada em Pedrinhas

Antonio Pedrosa
    A Corregedoria do TJ já tem em mãos provas de que a Rebelião de Pinheiro teria ocorrido sob determinação oriunda do Complexo de Pedrinhas. Pelo menos dois dos líderes da rebelião teriam sido transferidos de Pedrinhas para a delegacia de Pinheiro: Ramiro e Louro. A rebelião estaria sendo programada somente para o dia 12 de fevereiro, mas foi antecipada, porque a delegada descobriu indícios de entrada de uma serra.
    Agostinho Bispo (denominado "Monstro de Pinheiro") foi perfurado com chuços por cerca de dez minutos, mas somente morreu por volta de uma hora da madrugada. O taxista, depois de morto, teve o olho arrancado e jogado no corredor. Outro preso foi furado e, antes de cair, teve seu sangue bebido pelo seu agressor.
    Ligações de um dos presídios de Pedrinhas deram a ordem para matar um preso por nome "Pampa". Se os presos não matassem o "Pampa", também morreriam quando chegassem em Pedrinhas. Familiares de presos foram extorquidos para salvar a vida de presos ameaçados de morte. Depósitos em dinheiro chegaram a ser efetuados. Os presos foram degolados com lâminas de capas metálicas de pilha, depois de mortos.
    Durante a rebelião, uma pessoa, de fora da cadeia, orientava os líderes da rebelião como negociar com as autoridades para findar a rebelião. Essas instruções partiam do interior de Pedrinhas.
    De dentro de Pedrinhas, mais rebeliões estariam sendo tramadas, inclusive uma para o período carnavalesco.
    Essas informações corroboram com a versão do Secretário de Segurança acerca de determinações externas, orquestrando a desestabilização do frágil sistema carcerário maranhense.
    É preciso esclarecer isso, com rapidez. Não adianta especular.A realidade dos acontecimentos exige um resultado para as investigações em curso.
    A OAB-MA pediu a instauração de uma CPI para apurar denúncias deste tipo, mas nem a totalidade dos deputados de oposição assinaram o requerimento (dos 12, apenas oito assinaram o documento).
Continuamos afirmando que esse assunto não pode dividir o Parlamento entre oposição e governo, visto que o problema não foi resolvido por nenhum dos grupos políticos em disputa. É um assunto de relevante interesse público. A sociedade clama uma resposta das instituições.
Texto do Blog do Pedrosa

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