18 de mar de 2011

Sindicato dos professores diz que professores decidirão sobre fim da greve

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Maranhão, Simproesema, divulgaram nota oficial na tarde desta qunta-feira,17, logo após a decretação da ilegalidade da greve pelo desembargador Marcelo Carvalho do Tribunal de Justiça do Maranhão.
    A determinação judicial é para que os grevistas retornem ao batente imediatamente sob pena do sindicato representativo arcar com a despesa de R$ 50 mil por cada dia de descumprimento da mesma.
    Na decisão o desembargador alegou que não houve comunicação prévia da greve no prazo de 48 horas antes de sua deflagração; houve descumprimento da manutenção de 30% do percentual de professores em sala de aula e, por último, o movimento ocorreu antes do início das negociações entre sindicato e governo do estado.
Leia abaixo a nota do Simproesema:
NOTA OFICIAL
Diante de notícias informando que o desembargador Marcelo Carvalho determinou a abusividade da greve dos educadores públicos do Maranhão, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) vem a público para:
1-Informar que oficialmente a entidade não foi notificada da decisão judicial e, assim sendo, a greve continua sem prejuízo para os profissionais da educação;
2-Comunicar que em última instância quem decidirá a continuidade ou interrupção do movimento grevista é a categoria reunida em assembleia geral, como determinam o Estatuto desta entidade, e que estas serão realizadas entre os dias 23 e 25 deste mês;
3-Relembrar que o direito à greve está previsto na Constituição Federal e que o Sinproesemma buscará o caminho da Justiça para reverter a decisão dada em caráter liminar (provisória) e de forma monocrática;
4-Reafirmar a legitimidade do nosso movimento paredista, pois desde 2009, nós, educadores (professores, especialistas e funcionários de escolas), estamos empenhados na definição, aprovação e aplicação do Estatuto do Educador, necessário ao reconhecimento e valorização do profissional, que pode dar ao ensino público a qualidade que a sociedade maranhense exige e paga por ela.
5-Afirmar que buscar na Justiça a decretação da abusividade de nossa greve é mais uma demonstração de que o governo Roseana Sarney (PMDB/PT) não está interessado nem no diálogo nem na solução dos problemas da educação pública, pois busca o confronto com os educadores, foge do debate na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, impede a realização de audiência pública sobre a questão e se escora em caríssima e mentirosa campanha de mídia;
6-Reafirmar que os educadores e educadoras maranhenses, representados pelo Sinproesemma, estão abertos à negociação e ao diálogo, mas não recuarão diante das ameaças, chantagens e repressão vindas do governo do Estado e continuarão em greve até que o Poder Executivo se disponha a negociar e atender as reivindicações dos trabalhadores.
Educação pública de qualidade só com o estatuto aprovado e o educador valorizado.
A greve continua! Estatuto já!
São Luís, 17 de março de 2011
Sinproesemma

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