22 de abr de 2011

Lobão nutre sua fama de lenda do rock que errou

     Em uma passagem de seu livro autobiográfico,  "50Anos a Mil", o cantor Lobão conta que saiu de órbita em São Luís lá pelos idos anos 80, quando o rock brasileiro estava na moda, por conta de um ácido que havia ingerido. Relata ainda que foi chamado para um jantar na casa do Sarney e que viu bigode pra todo lado. É óbvio que declinou do convite, debochara de Sarney dizendo que o homem do bigode, tutor do ministro xará do cantor, se achava o cara, o eleito.
    No século XXI Lobão se envolve novamente em um episodio nebuloso no Maranhão. A fumaça já havia sido anunciado com o cancelamento do show em Recife. Depois de marcar e desmarcar o show na capital do Pernambuco, Lobão desmarcou a agenda no Nordeste. Na agenda do autor de "O roque errou", constavam shows em Imperatriz, segundo maior cidade do Maranhão, e Pinheiro; justamente a terra natal de Sarney. Algo meio nonsense devido ao restrito público que nutre afeição pelo cantor e sua obra na chamada Princesa da Baixada. A região é uma das mais pobres - de menor IDH- do segundo estado mais pobre da federação. Enfim, Lobão Elétrico seria a redenção dessa banda do planeta.
    Pelo twitter o cantor, compositor e apresentador de TV, ficou nesse vai e vém. Disse que não rolou o show por conta das estradas e da falta de infraestrutura do país. Talvez ele pensasse ser o Maranhão diferente do Brasil. Ao contrário de Jorge Murad e Roseana que pensavam que o Brasil era o Maranhão quando foram pilhados na Operação Lunus em 2002, conforme a revista Veja, dos Civita.
    Na noite de quinta-feira Lobão errou novamente. Segundo a lenda ele estaria em Imperatriz para fazer o show. Não apareceu e o clima explodia entre a plateia. Ingresso custa dinheiro. E ninguém é doido, ou doidão, a ponto de rasgá-lo. Vide os contratos com emissoras do porte da MTV e suas caras e bocas para a juventude endinheirada. 
    Lobão é bom, mas mau na avaliação de sua  plateia. Que Lobão tem uma parcela de responsabilidade por uma boa fatia do rock brasileiro é inegável. Mas, a empolgação roqueira não chega a ponto de desmiolar a todos em definir o cara com um forjador de lenda, da própria lenda. Pois assim se ganha mais dinheiro. Nem que seja preciso matar a mãe ou crianças em Realengo. Tudo em nome da celebrização nessa Sexta-feira Santa.

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