8 de jul de 2011

Amanda Gurgel participa no MA do lançamento da campanha pelos 10% do PIB para Educação

    Celebrizada pela internet, a professora potiguar Amanda Gurgel veio ao Maranhão comemorar o primeiro ano da CSP Conlutas como convidada do I Seminário de Educação da central.
    Em sua fala à plateia formada por professores, estudantes e dirigentes de partidos de esquerda (PSOL e PSTU) no Sindicato dos Bancários na noite desta sexta-feira, 8, Gurgel refutou o estrelismo fomentado pela exposição nas redes sociais para priorizar a campanha pela destinação de 10% dos recursos do Produto Interno Bruto para a educação. A proposta da campanha é para já.
    "Não tenho interesse em me promover. Embora tenha estado no Faustão, acho que agora não vão me convidar mais, porque meu objetivo é mostrar as condições precárias das escolas e desmentir as propagandas do governo", afirmou Gurgel, famosa depois de desabafo feito em audiência pública registrada no repertório do youtube.
    As principais críticas da professora do Rio Grande do Norte que há dez anos milita no movimento sindical foram dirigidas ao Plano Nacional de Educação, uma peça produzida no governo Dilma Roussef que retoma a desgastada proposta de colocar toda criança na escola.
    Sobre essa proposta a professora relatou um dado importante. Segundo seu enredo (delação na gíria em Natal), na escola pública que leciona (uma delas) existe a chamada lista de espera. São crianças que não conseguem matrículas no ano letivo regular. Na lista mais de cem nomes de crianças efetivamente fora da escola.
    Em sua opinião, o Plano toma como prioridade o processo de privatização da educação superior, na medida em que fortalece canais como o Prouni, que comente em renúncia fiscal engordou os caixas das instituições de ensino superior em R$ 144 bilhões.
    A ausência de representantes do Sinproessema denotou os campos dissentes da luta pelos 10% do PIB.Filiada há cerca de oito meses ao PSTU, e ex-militante da UNE e do PT, a professora diverge frontalmente do direcionamento dos sucessivos governos petistas.
    Dentre os aspectos positivos do Plano Nacional de Educação, a professora mais famosa do Brasil no momento acha que o mesmo é recorrente na mágica de fazer muito mais com o mesmo. Quando muito, acredita que somente continuará a produzir analfabetos funcionais como os mais de 3 milhões habitantes do Maranhão.

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