4 de jul de 2011

Ministério da Agricultura fará auditoria no Maranhão para acompanhar controle da aftosa

    Equipe do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promove auditorias nos estados do Maranhão, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte no mês de julho. As visitas têm como objetivo acompanhar as atividades de controle da febre aftosa nos estados do Nordeste e do Norte. O grupo já visitou Pernambuco, Ceará, Piauí e a região centro-norte do Pará na semana passada.
    As ações fazem parte de um cronograma estabelecido no início do ano para avaliar os serviços veterinários de sete estados do Nordeste e de parte do Pará. Foram revisadas as bases de dados dos cadastros de propriedades, produtores e explorações pecuárias e, em alguns casos, solicitado o reenvio de documentos.
   Depois, foram realizadas visitas técnicas para apoiar, orientar e aprimorar as estratégias e procedimentos. As instruções complementares foram repassadas para a melhoria do cadastro, da fiscalização de aglomerações de animais e da execução e controle da aplicação das vacinas. Na penúltima etapa, está prevista a avaliação in loco da estrutura e da qualidade dos serviços veterinários oficiais, além dos resultados da vacinação. As auditorias são procedimentos normais para acompanhamento do desenvolvimento das atividades e para avaliação de possíveis mudanças de classificação de risco.
    “Todos esses estados e essa região do Pará são considerados de médio risco. Eles formam uma área com rebanho de 21,4 milhões de bovinos e búfalos que ainda precisam ser incluídos na zona livre da doença”, explica o coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), Plínio Leite Lopes.
     Os resultados serão analisados e comunicados aos serviços veterinários dos estados durante reunião prevista para agosto. Na ocasião, também será elaborada uma agenda de atividades para o restante do ano. As auditorias técnicas do DSA serão realizadas em outras regiões do Brasil ao longo de 2011.
   O Ministério da Agricultura reconhece como de risco médio de febre aftosa os seguintes estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará. Em alto risco encontram-se Roraima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.
    Hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status a região Centro-Sul do Pará e os municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas.
    O rebanho brasileiro conta com 208,4 milhões de animais. A imunização é praticada em todos os estados e no Distrito Federal, com exceção de Santa Catarina, considerado livre da enfermidade sem vacinação, desde 2007, pela OIE. Em 2010, o índice de cobertura vacinal dos animais brasileiros foi de 97,4%, o que representa a aplicação de 324,2 milhões de doses de vacinas em bovinos e búfalos.
Do Pantanal New

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