3 de abr. de 2010
Em VEJA:No apagar das luzes- Antes de deixar o governo, Lobão avaliza decreto que beneficia grandes empresas
Dias antes de deixar o Ministério de Minas e Energia para candidatar-se a uma vaga no Senado nas eleições de outubro, o maranhense Edison Lobão deu aval a um projeto que beneficia grandes empresas com fábricas no Nordeste. Com o apoio do ex-ministro, sete conglomerados industriais comprarão energia a um preço abaixo do praticado pelo mercado durante os próximos cinco anos. A medida favoreceu Vale, Braskem, Dow Química, Gerdau, Caraíba Metais, Novelis e Ferbasa. Os contratos fechados com a Chesf, subsidiária da Eletrobras, venceriam neste ano. Pelo acordo, esses grandes consumidores pagam 90 reais o megawatt/hora, valor hoje 30% inferior ao preço médio de mercado. Estima-se que a decisão de estender essa benevolência representará para a Chesf uma perda entre 350 milhões e 400 milhões de reais por ano. Em sua defesa, as companhias, cujo consumo responde por 15% da capacidade instalada da geradora, alegaram que o reajuste causaria demissões e fechamento de fábricas.
A proposta para a prorrogação dos contratos, que partiu do governo, passou pelo Congresso e, com o aval de Lobão, foi assinada por Lula. Mas a decisão do governo pouco contribui para melhorar a transparência sobre o setor elétrico, que, mesmo depois da privatização na década de 90, ainda se vê às voltas com um intrincado arcabouço regulatório. Diz Walter Fróes, diretor da CMU, empresa que comercializa energia: "É preciso ter isonomia. O governo não pode privilegiar algumas companhias em detrimento das outras".
Em VEJA: A classe C vai ao céu
Nos últimos quatro anos, a ascensão de 20 milhões de brasileiros das classes D e E para a classe C mudou o perfil econômico e demográfico do país. A classe C respondeu por 22% dos passageiros transportados pela Gol e por 6% dos que voaram pela TAM em 2009. A substituição do ônibus pelo avião é especialmente vantajosa quando se trata de cobrir grandes distâncias, como aquelas que separam os migrantes nordestinos que vivem no Sudeste de seus estados de origem. "Se somarmos os gastos com alimentação e banho que o passageiro de ônibus costuma ter em três ou quatro dias de viagem, a vantagem de viajar de avião é grande", diz Líbano Barroso, presidente da TAM. A maranhense Lucélia Pereira (foto), de 32 anos, que vive em São Paulo, concorda. No ano passado, ela fez sua primeira viagem de avião para visitar a família em São Luís. Trocou a viagem de ônibus, que duraria três dias, por um voo de três horas. "Foi maravilhoso", ela conta.
Dezessete horas para chegar ao Maranhão
A enfermeira Paula Sodré, 30 anos, passou por diversos sufocos numa única viagem, de Ribeirão Preto a São Luís. Contabilizados os atrasos, um overbooking numa das conexões e ainda uma escala fora do previsto, em Manaus, a epopeia, que deveria consumir seis horas, durou dezessete. "O pior é que vivi tudo isso sem receber sequer um pedido de desculpas."
Manchetes dos jornais
O ESTADO DO MARANHÃO - Juiz acata denúncia contra pedetista
O IMPARCIAL - Quatro presos por tráfico internacional de drogas em São Luís
O IMPARCIAL - Quatro presos por tráfico internacional de drogas em São Luís
1 de abr. de 2010
Sarney afirma sofrer "perseguição política" do Ministério Público,,
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou ontem ser vítima de "discriminação e perseguição política" do Ministério Público, que pede a devolução aos cofres públicos de recursos recebidos pelo senador nos últimos cinco anos que fizeram seus rendimentos ultrapassarem o teto salarial do funcionalismo público, hoje, em R$ 26.723.
Em nota, Sarney diz que não é beneficiário de nenhum privilégio e cita um acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União) que permite o acúmulo de rendimentos, já que não existe lei que regulamente o fato. "Por não ser beneficiário de qualquer privilégio, repudio a discriminação e perseguição política de que sou vítima."
Sarney recebe mensalmente o salário de senador (no valor de R$ 16.500) e duas aposentadorias no Maranhão que totalizavam em 2007 R$ 35.560,98, segundo documento obtido pela Folha.
Sarney recebe mensalmente o salário de senador (no valor de R$ 16.500) e duas aposentadorias no Maranhão que totalizavam em 2007 R$ 35.560,98, segundo documento obtido pela Folha.
Senado e Câmara consideram isoladamente cada salário recebido por parlamentar para o cálculo do limite.
da Folha de S.Paulo
PT rejeita aliança local com PMDB em torno de Roseana
DA AGÊNCIA FOLHA
Três delegados do PT do Maranhão apresentaram recursos à Executiva Nacional do partido pedindo para anular a votação que rejeitou a aliança com o PMDB da governadora Roseana Sarney.
Os recursos estão em fase de análise e só depois de aceitos serão encaminhados à cúpula do partido. Foi questionada a substituição de uma delegada na votação e a suposta invasão do plenário, que teria inibido e pressionado os delegados do partido.
A decisão do PT-MA contraria a orientação do diretório nacional do partido, que defende uma aproximação com o PMDB nos Estados.
A decisão do PT-MA contraria a orientação do diretório nacional do partido, que defende uma aproximação com o PMDB nos Estados.
O deputado Domingos Dutra, contrário à aliança, disse que os recursos são uma manobra para tentar intervir na decisão do encontro estadual. "Na hora, não houve nenhuma queixa", disse.
Para o deputado Washington Luiz, que defende a aproximação com o PMDB, a rejeição criou uma situação insustentável. Ele afirma que a intervenção é uma "solução extrema".
A mesma votação aprovou coligação com o PC do B.
A mesma votação aprovou coligação com o PC do B.
No Painel da Folha de S. Paulo
E olhe lá. Apesar da grita em consequência da recusa do PT em apoiar Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão, o máximo que o clã deve obter é a garantia de Lula de que não subirá no palanque adversário, do deputado federal Flávio Dino (PC do B-MA).





