7 de set. de 2010

Família

Dyl Pires
sempre fomos poucos
três mulheres e um homem
os rituais em torno da mesa
tinham como imagem respeitosa
restinhos de comida
que a mãe deixava cair
pelos cantos dos lábios

o movimento concentrava
um aprendizado insuspeito
de pertencimento
para bem depois se tornar
um desenho arqueológico da ausência

o homem cresceu solitário
passando máquina zero na cabeça
para ampliar a sozinhez
e assim como os xavantes
comunicar a saudade
as mulheres bordaram no tempo
duas cadeiras a menos

Dyl Pires é poeta e ator. O poema Família foi vencedor do V Concurso de Poesia Falada dos Parlapatões, na Praça Roosevelt, em São Paulo.

Visão do Brasil












poder passado
Meses antes, o ex-presidente já abordara o tema: "Em que momento nos sentimos uma coisa só, uma nação? Talvez só no futebol. O Carnaval é uma celebração. A parada de 7 de Setembro é uma palhaçada. Quem se sente irmanado no Brasil? O Exército, e talvez só ele. Os americanos têm os seus founding fathers. Pode ser uma bobagem, mas organiza a sociedade. A França tem os ideais da Revolução. O Brasil não tem nada. Eu disse para os homens de imaginação, para o Nizan Guanaes: olha, a imaginação do povo é igual à estrutura do mito do Lévi-Strauss, ou seja, é binária: existem o bem e o mal. Eu fui eleito presidente da República porque fiz o bem - no caso, o real. O real já está aí, eu disse. Chega
Fernando Henrique Cardoso em entrevista a João Moreira Salles da revista Piauí

Lambe-lambe: uma verdadeira revolução na educação

Ao mestre com carinho (*)

     Tivemos sim uma grande perda, uma vez que o maestro Nonato é ainda na nossa história uma grande referência, quando se trata do ensino da música ou dela como entretenimento.
     Ele foi mestre de gerações de músicos,desde Alcione, Papete, Zé Américo, Chico Pinheiro,Sávio Araujo e muitos outros que militam na nossa arte.É parte da história do Maranhão também pelo seu pioneirismo high tech na produção musical em nossa terra.
     Ele "botava os ovos" mas não "cacarejava"!
     Porisso é hora de buscarmos os lugares por onde ele "ciscou", pois sei que encontraremos muitas pérolas!
(*) Maestro Chico Pinheiro

Morre o fundador do Nonato e seu conjunto

Maestro Nonato (*1936 - +2010)
“Em São Luiz do Maranhão, festa social que se preze tem que contar com a presença de Nonato e seu conjunto, fato que vem se registrando desde 1963, ano em que o grupo foi fundado por Raimundo Nonato Rodrigues Araújo, um maranhense de Itapecuru-Mirim”.
     Assim começa o texto de apresentação do disco de estréia de Nonato e seu Conjunto, de 1974 (SOLP40518 – Discos Copacabana)- na contracapa do longplay - LP. Quando enterrarem na tarde desta terça-feira, 7 de setembro, o corpo de Raimundo Nonato Rodrigues Araújo, 74, o cidadão desaparece ao mesmo tempo em que se aviva a lenda. Soará o nome do Maestro Nonato e sua música ainda por décadas, nem que seje aos ouvidos de poucos, que guardam nos fulcros do vinil as lembranças daqueles bailes embalados por sucessos como “Ana Paula”, de Oberdan Oliveira. A faixa era cativa na programação diária das emissoras de rádio nos tempos somente das ondas curtas, médias e tropicais.
      As músicas “Cavala Canga” e "Viola e Violeta", de Sergio Habibe, fazem parte do repertório do primeiro LP que encerrava o Lado B com a faixa “Menino Travesso”, de Antonio Vieira e Pedro Giusti. Cleto Júnior foi um compositor presente em todas fases do conjunto, desde o início. Com a música "Bisavô", partceria de Cleto com Oberdan abre o Lado A.  Foi todo gravado no Estúdio Reunidos, em São Paulo.
     “Nonato, como é mais conhecido, desde a idade de 12 anos está ligado à música, por vocação e tremenda dedicação. Músico versátil, ele toca saxofone, piston, passando pelo trombone e piano, com uma perfeição incrível”, segue o texto de apresentação do vinil apadrinhado pelo cantor Claudio Fontana, pelo prefeito Haroldo Tavares e jornalista Gerd Pfluger. Todos os arranjos do disco são do maestro Nonato. As fotos são de Oswaldo Micheloni com layout de Antonio José Castelhano.
     Outros trabalhos se sucederam na carreira do grupo, como “No balanço jovem de Nonato e seu conjunto” (LP – RCA, 1978) e “Nonato e seu conjunto” (PL- RCA-CAMDEN, 1979). O primeiro trazia “Menino da Lera”, de Oberdan, sucesso depois regravado por Mano Borges. Nos dois foram registrados composições de Lopes Bogéa: “A gente e o mar” e “Balançou no congá”, que viria a dar nome ao CD produzido por Zeca Baleiro, lançado pelo selo Saravá em 2008.
     Nessa primeira fase além do Maestro Nonato (piano), o conjunto era Pitomba (baixo eletrônico), Oberdan Oliveira (guitarra-solo), José Américo (vibrofone), Walter (crooner), Chico do Zuca (sax-tenor), Vavá (piston), Garrincha (bateria) e Piu-piu (guitarra-base). Mais tarde Camilo substituiria Garrincha na bateria e Waldir entraria no órgão em lugar de Zé Américo.
     Como boa música o maestro Nonato será eterno.

No Painel da Folha de S. Paulo

Contraponto
"Esses computadores devem ter problemas com bichos. Só ligam sozinhos quando percebem um tucano voando por perto."
Do DEPUTADO FEDERAL GUSTAVO FRUTE (PSDB-PR), sobre explicação dadas pela servidora Adeildda Leão dos Santos, suspeita de acessar dados fiscais de pessoas ligadas ao PSDB. Segundo ela, seu computador, embora desligado ao final do expediente, "ligava sozinho" no início do dia seguinte.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Castelo tiura área do Caratatiua da lama e cria mais opão de trânsito
O ESTADO DO MARANHÃO - Aprovação de Lula é quase unânime no Maranhão
O IMPARCIAL - Eleições 2010: Realidades diferentes

Terezinha Fernandes flagra crime eleitoral da coligação de Roseana e é agredida por seguranças

     A candidata a deputada federal pelo PT, Terezinha Fernandes, e seu filho Eraldo foram agredidos no final da tarde de ontem (06/08) por seguranças ligados à candidato ao governo Roseana Sarney (PMDB). Ela viajava em direção a São Luis acompanhada do seu filho que dirigia o carro. Ao se aproximar do povoado Pindoval, no município de Miranda, encontraram um engarrafamento provocado pelo desfile da semana da pátria. Constataram então que o palanque utilizado na solenidade era um trio elétrico com foto e número da candidata filha do senador José Sarney (PMDB-AP)
     Eraldo começou então a fotografar e filmar cenas do evento. Foi aí que vieram os seguranças, identificados com botons da candidata ao governo, e agrediram o filho da deputada, tomamdo-lhe a câmara fotográfica e – após isso– avançaram no carro da mesma e tomaram a filmadora que já se encontrava dentro do veículo.
     Os seguranças alegaram que ela não poderia filmar um evento particular. A ex-deputada argumentou que não podia ser evento particular pois estava acontecendo em uma BR. Os seguranças disseram que alí era Miranda e que ela só poderia filmar com autorização o que foi contestado pela ex-deputada federal que exigiu a devoluação dos equipamentos.Os seguranças negaram.
    Terezinha Fernandes pediu então ajuda de policiais militares que determinaram que os seguranças devolvessem a câmara e a filmadora. “Vejam policiais, o carro dela está cheio de adesivo do Flávio Dino, ela é nossa adversária”, comentou um dos seguranças. Os policiais acompanharam o carro da deputada até a saída do povoado.
Com informações do Blog de Marcos Franco