25 de ago. de 2011

Sampaio Correa tem a maior torcida entre os times maranhenses

    O Sampaio Correa é o time maranhense com a maior torcida entre os maranhenses, segundo pesquisa Torcida Virtual realizada pelo portal IG. No ranking das maiores torcidas de times nacionais, incluindo as equipes locais, o Vasco da Gama lidera a preferência dos torcedores do Maranhão. 
    A diferença entre o número de torcedores participantes do Vasco da Gama e "bolivianos" é grande. Enquanto o time carioca conta até o momento com 131 torcedores virtuais, o Sampaio Correa tem apenas 43. Entre os dois está o Flamengo com 63 torcedores.
    O Pernambuco é o estado do Nordeste onde os times locais são os primeiros na preferência dos torcedores. Sport, Santa Cruz e Náuticos, são respectivamente o primeiro, segundo e terceiro com o maior número de votos,maior da região.
    O segundo estado com maior número de equipes locais no ranking dos preferidos é o Rio Grande do Norte. O ABC e América são os dois primeiros colocados no Torcida Virtual da IG.
    Na Bahia o Bahia é o primeiro para os torcedores. No Ceará dois times estaduas, o Ceará e o o Fortaleza ocupam as duas primeiras colocações do ranking dos preferidos da torcida. O Vasco é o com maior número de torcedores na Paraíba, para em segundo vir o Treze.
    Em Alagoas, o CRB lidera. No estado de Sergipe a terceira vaga entre os torcedores está com o Confiança. A maioria dos sergipanos são flamenguistas, antes de torcer por um time local.
    O Piauí é o único estado da região em que não há time local ocupando as três primeiras posições no ranking das maiores torcidas.

Para ministros, Sarney não poderia usar helicóptero

Senador afirma ter o direito de viajar com aeronave da PM do Maranhão
O modelo foi comprado por R$ 16,5 milhões para garantir serviços de segurança e saúde públicas no Estado
DE BRASÍLIA
    Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e um especialista em direito administrativo ouvidos ontem pela Folha entendem que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não tem direito de usar o helicóptero da Polícia Militar do Maranhão durante os fins de semana.
    Trata-se, segundo eles, de "desvio de finalidade".
    Sarney, por sua vez, acredita que "não prejudicou ninguém" quando viajou até sua residência na Ilha de Curupu (MA) na aeronave, como revelou a Folha.
    O modelo foi comprado por R$ 16,5 milhões -com ajuda do Ministério da Justiça- para garantir serviços de segurança e saúde públicas.
    Por ser presidente do Poder Legislativo, ele entende ter os mesmos direitos do presidente da República, já que a Constituição diz que os três Poderes são "harmônicos e independentes".
    Um decreto de 2008 diz que autoridades do Poder Executivo da União têm direito a veículos de representação "em todo território nacional" -garantindo o uso ao presidente inclusive nos finais de semana.
    A regra não cita o presidente do Congresso, mas Sarney, ao evocar a Constituição, diz, em outras palavras que, o que vale para o Executivo, vale para ele também.
Sarney também alega que recebeu um convite de sua filha, a governadora Roseana Sarney (PMDB), para viajar.
    Três ministros do Supremo, que conversaram em caráter reservado, avaliam que não existe qualquer legislação que garanta às autoridades federais a utilização de veículos estaduais.
    E o agravante, segundo os ministros, seria que o helicóptero da PM não é um veículo de representação, aqueles utilizados apenas para o transporte de autoridades.
    A própria norma que garante os tais "veículos de representação" às autoridades fala em outra modalidade: os "de serviços especiais", como o helicóptero da PM do Maranhão, que só podem ser usados para segurança e saúde públicas, fiscalização e segurança e coleta nacionais.
    "Ainda que não fosse um veículo da PM, não faz o menor sentido o Estado assumir o ônus. É uma responsabilidade da União [pagar o transporte de autoridades]", diz Carlos Sundfeld, da FGV. (FELIPE SELIGMAN)

ENTREVISTA
Ceará ofereceria avião para presidente do Senado, diz Cid Gomes
DE BRASILIA - O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse ontem que também ofereceria transporte aéreo ao presidente do Senado em viagem de passeio pelo seu Estado.
    "Se fosse uma autoridade vindo ao Ceará e pedindo um deslocamento, o Estado já fez isso. Não vou nem dizer que faria. Já fez", disse em entrevista à Folha e ao UOL, para o programa "Poder e Política".
    Ele não revelou para quais autoridades já forneceu transporte, mas fez uma ressalva: não emprestaria um helicóptero da Polícia Militar. Cid afirmou que o Estado usaria "aeronaves fretadas".
    Ele disse ainda considerar que a presidente Dilma Rousseff "fica na mão" do PT e PMDB no Congresso.
    Segundo Cid, a presidente deveria estabelecer "contrapontos", e assim "colocaria no seu devido lugar" o PMDB.
    Ele pretende lançar o irmão, Ciro Gomes, como candidato ao Senado em 2014. Sobre a sucessão presidencial, repetiu sua tese de que Dilma deve oferecer a vaga a Lula.

Da Folha de S. Paulo

No Painel da Folha de S. Paulo

Em outra
Comentário recente de José Sarney sobre Dilma: "Ela é muito gentil comigo, me dá o braço para descer a rampa, mas não me pergunta nada...".
Por Renata Lo Prete

Que vá de jumento?

Ricardo Melo
SÃO PAULO - Mesmo num país com costumes políticos tão degradados, certos comportamentos ainda espantam. A atitude da família Sarney no Maranhão, ao usar um helicóptero público em convescotes privados, é um escárnio não apenas pelo fato em si mas também pela reação que se seguiu.
    Não basta que o passeio tenha sido feito em prejuízo do socorro a doentes. Tampouco que o companheiro de patuscada da família do presidente do Senado e de sua filha tenha sido um empresário de ficha duvidosa. É preciso mais, como que para convencer o povo de que as coisas são assim, e pronto.
    "Queria que o presidente [do Senado] fosse andar em jumento? Queria o quê? Enfrentar um engarrafamento? Esse helicóptero, é claro, tem que servir os doentes, mas tem que servir as autoridades, esta é a realidade."
    Foi assim, com essa naturalidade e desfaçatez, que o vice-líder da governadora Roseana na Assembleia do Maranhão defendeu a família Sarney. Magno Bacelar, do Partido Verde, também reverberou as infames palavras do então presidente Lula sobre o senador: "Ele não é uma pessoa qualquer".
    Ao colocar em plano semelhante "doentes e autoridades", Bacelar fez duas coisas. Primeiro, refrescou na memória de todos por que o Maranhão está na lanterna de qualquer ranking de bem-estar, conforme destacou, com o talento habitual, Fernando de Barros e Silva neste mesmo espaço.
    Segundo, não falou toda a verdade. O povo local já estaria satisfeito caso tivesse direitos ao menos parecidos aos dos coronéis do sarneysismo, num Estado onde a "realidade" é ostentar certos sobrenomes.
    O parlamentar que nos desculpe, mas o Maranhão precisa de tratamento de choque. Para tomar emprestada sua própria imagem, só vai dar certo no dia em que os enfermos tiverem preferência e os políticos, montados em jumentos, enfrentarem engarrafamentos quando quiserem se refestelar na praia.
Da Folha de S. Paulo

Na coluna do Anselmo Góis

Ponto Final
Supersalários de volta ao Senado
Com aval de Sarney, casa reverte decisão da Justiça contra vencimentos acima de R$ 26 mil
Sarney tenta explicar helicóptero
Em sua decisão, o presidente do TRF-1 disse que a liminar ameaçava a ordem pública.
Sarney, dia sim, outro também, dá razão ao Barão de Itararé, que costumava dizer: "De onde menos se espera... daí é que não sai nada."

De O Globo

Manchetes dos jornais

Maranhão
O DEBATE - Justiça indefere ação contra criação de municipios
O ESTADO DO MARANHÃO - Justiça mantém Resolução sobre criação de municípios
O IMPARCIAL - Prefeituras receberam mais de R$ 6 bilhões em 2010
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:O gênio da Apple sai de cena
FOLHA DE S. PAULO:Rebeldes oferecem prêmio por ditador vivo ou até morto
ESTADO DE MINAS:BH: Capital dos bares, das mulheres, do pão de queijo, das montanhas... Da inflação
O ESTADO DE S. PAULO:Chanceler de Kadafi admite derrota, mas conflito continua
O GLOBO:Rebeldes ainda combatem, mas já prometem em eleições
VALOR:Crescimento não alivia contas de Estados do NE
ZERO HORA:Uma incursão sob tiros à capital Líbia conflagrada
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Todo Pará vai votar no plebiscito
JORNAL DO COMMERCIO: Estado reforça uso da ciência contra o crimes
MEIO-NORTE:Dilma é a 3ª mulher mais poderosa do mundo
O POVO:Confissões de um estuprador: "Foi só uma brincadeira"

24 de ago. de 2011

Lambe-lambe:Devota de São Raimundo dos Mulundus (Vargem Grande - MA)

Sarney acumula salários de mais de R$ 62 mil mensais

    No mês de julho, o Senado cortou todos os pagamentos a seus servidores que ultrapassaram R$ 26,7 mil. Esse valor, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, é o teto constitucional do funcionalismo. Nenhum servidor público deveria ganhar mais do que ele. No mês passado, a 9ª Vara Federal de Brasília decidiu que isso deveria ser seguido à risca, e determinou que os três poderes fizessem o chamado abate-teto, o corte nos excedentes. A decisão fez com que o Senado diminuísse o valor do pagamento de pelo menos 464 servidores, como mostrou o Congresso em Foco.
    Se a liminar atingiu os funcionários, ela não atingiu os senadores. Alguns parlamentares acumulam o que recebem no Congresso com aposentadorias, que fazem com que os R$ 26,7 mil sejam ultrapassados em muito. É o caso do próprio presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No salário dele, ninguém mexeu.
    Decisão tomada na última sexta-feira pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Olindo Menezes, derrubou a determinação que mandava cortar os supersalários. Tal decisão foi motivada por recurso feito pelo próprio Senado, que discordava do corte. Assim, os demais servidores com tal prerrogativa voltarão a receber mais de R$ 26,7 mil, igualando-se aos senadores, que não chegaram a ver seus vencimentos cortados.
Pelo menos R$ 62 mil
    Uma ação do Ministério Público afirma que o próprio presidente do Senado, José Sarney, recebe acima do teto constitucional. Após um inquérito civil que sucedeu notícia segundo a qual Sarney recebia R$ 52 mil por mês, o procurador Francisco Guilherme Vollstedt Bastos disse à Justiça que o próprio senador “reconheceu” ganhar acima do teto do funcionalismo.
    Segundo o MP, Sarney recebe duas aposentadorias, como ex-governador do Maranhão e como servidor do Tribunal de Justiça daquele estado, além do salário de senador em Brasília. Em 2009, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que as duas aposentadorias de Sarney somavam R$ 35.560,98, em valores de 2007. Com o salário de senador da época – R$ 16.500 – ele ganharia R$ 52 mil. Como o salário de senador hoje é de R$ R$ 26.723,13, a remuneração de Sarney seria agora de pelo menos R$ 62.284,11, considerando-se os documentos noticiados pelo jornal e ignorando-se eventuais reajustes nas aposentadorias
    Com base na notícia, o procurador Vollstedt abriu um inquérito e questionou formalmente o governo do Maranhão e o senador Sarney. O MP relata que eles se negaram a informar detalhadamente os valores recebidos a título de pensão, mas admitiram o recebimento dos pagamentos, considerados indevidos pelo procurador. “Houve o reconhecimento acerca do pagamento de valores a título de pensão especial, que, quando acumulados com a remuneração de senador da República, extrapolam flagrantemente o teto remuneratório”, disse Vollstedt, na ação que corre na 21ª Vara Federal.
    Em defesa de Sarney, foi a sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), quem escreveu ao MP. Ela disse que o procurador queria “invadir a privacidade” do pai, mas que, mesmo assim, tudo que ele recebia estava dentro da legalidade. Mas, para o Ministério Público, não é aplicável o direito à intimidade alegado por Sarney e pela governadora do Maranhão. “Ambos defenderam a constitucionalidade dos pagamentos, com base no entendimento equivocado quanto à aplicação do teto remuneratório, bem como em inexistente direito adquirido à pensão”, acrescenta.
Direito à privacidade
    Por meio de sua assessoria, Sarney afirmou ao Congresso em Foco que suas aposentadorias são um assunto privado. “Resguardado pelo direito constitucional à privacidade sobre os meus vencimentos, que tenho como qualquer cidadão brasileiro, não vou me pronunciar a respeito”, disse o presidente do Senado. A Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado lembrou que o acórdão 2274/09, do TCU, autoriza pagamentos de fontes diferentes que extrapolem o teto.
    De fato, há uma diferença do caso de Sarney e de outros senadores se comparado com o dos servidores do Senado. No caso dos servidores, é o próprio Senado quem paga os valores excedentes. No caso de Sarney e de outros senadores, o salário pago pelo Senado não ultrapassa o teto: é a soma com as aposentadorias que gera esse excedente. No acórdão 2274/09, os ministros do TCU decidiram que o corte na renda vinda de várias fontes “depende da implementação do sistema integrado de dados” entre estados, prefeituras e o governo federal. Assim, diz o tribunal, vai ficar claro quem deve passar a tesoura e em qual proporção, além de como será feita a tributação nos salários. O beneficiário deverá escolher qual será sua fonte pagadora principal.
Devolução
   Assim, a assessoria do Senado disse que nenhum senador ganha mais que o teto, pelo menos pelo que consta na folha de pessoal da Casa. O salário de R$ 26.700 foi definido pelos próprios senadores e deputados no ano passado, quando também elevaram para o mesmo valor a remuneração da presidente da República, de seu vice e de seus 38 ministros de Estado.
   Na ação contra Sarney na 21ª Vara, o procurador Vollstedt pede que a União e o governo do Maranhão suspendam os pagamentos ao senador que estourem o teto. O procurador pede que o parlamentar escolha qual fonte de rendimentos vai utilizar para se manter dentro do limite de R$ 26.700. E pede ainda que Sarney seja condenado a devolver aos cofres públicos tudo o que ganhou além do permitido nos últimos cinco anos.
   Para fazer valer isso, o Ministério Público pediu uma liminar à Justiça para obrigar o senador e o governo do Maranhão a informarem, com detalhes, os valores das aposentadorias recebidas. Mas a liminar foi negada pela juíza substituta 21ª Vara, Raquel Chiarelli, que afirmou que o valor exato da aposentadoria de Sarney pode ser obtido no transcorrer do caso.
   A Justiça determinou ainda que o procurador informasse outras partes interessadas na ação. Em recurso, o MP disse que não há mais partes a indicar, mas esse recurso foi negado por Raquel Chiarelli. A ação segue seu curso. O advogado de Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, argumentou à juíza que a ação do MP deve ser considerada improcedente.
Do Congresso em Foco