12 de fev. de 2011

Vereador cassado de Paço do Limiar é construtor da sede do Fórum Eleitoral do município

Celso Marques

 Alderico Campos(DEM), presidente da Câmara de Paço do Lumiar
No período Colonial surgiu as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos por “homens bons”. Estes eram ricos proprietários de terras que defendiam os rumos políticos das Vilas e Cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase histórica.
    A História Política do Brasil é marcada por golpes militares: O golpe de 15 de novembro de 1889; O golpe de Getúlio Vargas e, mais recente, O golpe militar de 1964. Nesse regime não existe expressão de pensamento, o Estado é centralizador, autoritário intervencionista, nacionalista e populista (demagogos).
    Pois bem, a custo de muito sangue, vidas ceifadas, pessoas exiladas, torturadas, mortas e desaparecidas conquistamos a tão sonhada Democracia. Mas será que existe essa democracia neste país afora? Não. Em pleno século XXI as instituições que têm o dever constitucional de zelar e cumprir as leis são os primeiro a ignorar, a desrespeitar e até mesmo se ridicularizar.
    Fiz esse breve relato para poder voltar ao assunto: Na quinta-feira,11,houve a inauguração do Fórum Eleitoral de Paço do Lumiar, uma bela obra arquitetônica. O hilariante é que o construtor é nada menos que o vereador cassado Alderico Campos (DEM) que de forma disfarçada acompanhava de longe todo o movimento dentro de seu possante e reluzente carro.
    O triste desta bonita festa foi a ordem dada por algum magistrado aos seguranças para que não permitisse a manifestação que seria realizada pela Profª Graça Privado, cobrando da alta corte judicial maranhense ali presente sua posse em lugar do vereador cassado Alderico Campos
    Caros luminenses, o verdadeiro papel dos vereadores são: aprovar leis que regulamentam a vida da cidade; fiscalizar os serviços prestados pelos municípios, como coleta de lixo, saúde, educação, manutenção de vias, transporte coletivo, fiscalização sanitária; elaborar projetos de lei, elaboração e decretos legislativos, resoluções, indicações, pareceres requerimentos e fiscalizar as contas do Poder Executivo.
    Isso acontece em uma Câmara cujos Edis têm compromisso com o povo. Para nossos vereadores as ações são inversas, vejamos: São um ajuntamento de mercenários, chantagistas, corruptos cujo principal papel é sangrar os cofres públicos, usando as denúncias de falcatruas dessa desastrada gestão, para obter vantagens pessoais, construir mansões, instalar câmeras eletrônicas em suas casas, ect.
    A maioria dos componentes da Câmara de Vereadores Paço do Lumiar está cassada por captação ilícita de votos (compra de votos).
    Isso é Democracia?Isso é uma afronta a livre escolha dos legítimos representantes do povo. Esses edis não têm legitimidade para nos representar são escórias da pior espécie. O lugar mais apropriado pra eles é a BR 135 km 14, se nossa justiça não fosse carcomida.
     Senhores Magistrados, o ordenamento jurídico de Dourados MT é diferente do nosso? Ou o Maranhão não é Brasil?Se não, por que continua esse lamaçal em Paço do Lumiar?
Celso Marques é professor e fundador do Partidos Popular Socialista no Maranhão

Charge do dia

Reportagem da "Viagem e Turismo" mostra retrato sem retoques de São Luís

Por: Otávio Rodrigues
Foto: Márcio Vasconcelos
    São Luís é uma cidade diferente. É do Nordeste por um triz, pois fica na antessala da Amazônia. Foi fundada por franceses e tupinambás, ocupada por holandeses, colonizada por portugueses, recebeu milhares de escravos africanos. Com a graça da miscigenação, tornou-se o que se pode chamar de nação cabocla. Mas isso não é tudo. Tem ainda traços árabes, jamaicanos e até gregos. Berço de grandes escritores e poetas, foi chamada de "Atenas brasileira" - que a sabedoria popular tratou de mudar para "Apenas brasileira".
    Minha primeira experiência em São Luís, há mais de 20 anos, foi intensa. Tinha ido até lá para uma reportagem sobre o gosto dos maranhenses pelo reggae e acabei absorvido ou varado pelo mistério dessa cidade. Sentia vertigens andando pelo centro histórico. A rica azulejaria portuguesa, as ruazinhas de pedra, o movimento das pessoas, tudo era só encantamento. De trás das portas pesadas de sobradões dos séculos 18 e 19 surgia um boteco, depois um pequeno comércio de cordas, uma gráfica de linotipo, um velho relojoeiro e então gritos e risadas vindos de uma moradia. Algo me fazia imaginar que as coisas e as pessoas estavam ali sob alguma mágica do tempo ou em um plano paralelo. Aos poucos, vi que eu não estava delirando.
Síndrome de Tower
    Voltei várias vezes a São Luís, incontáveis vezes, e, por fim, acabei morando lá alguns anos, ao sabor de sua intrigante originalidade. Entre outras coisas, aprendi que, na época da colônia, as correntes marítimas levaram o Maranhão a ter maior contato com a Europa e a África que com os portos brasileiros. E que só foi servido por rodovias transitáveis a partir dos anos 1960. Ouvi de muita gente que, na era do rádio de ondas curtas, se captava melhor o que vinha do Caribe que a programação das emissoras do Rio ou de São Paulo.
    Sob vários aspectos, a capital maranhense é a rês que vive a se separar da manada. Estive lá agora e fiquei assombrado. A cidade vem crescendo bastante e a população acaba de ultrapassar a margem do milhão. Seu centro histórico, patrimônio mundial reconhecido pela Unesco, continua com as mesmas feições e o místico movimento, além da quantidade tradicional e absurda de casarões caindo aos pedaços. Já a parte nova da cidade, do lado de lá do encontro dos rios Anil e Bacanga, está um canteiro de obras, ganhando edifícios ao redor dos shoppings, às margens da Lagoa da Jansen e no doce caminho do mar. Uma fábrica de cimento acaba de ser inaugurada com grande alegria, prevendo uma produção anual de 750 toneladas.
    Há um aparente frenesi pelo conceito "tower", multiplicado pelos anúncios de jornal e panfletos de esquina. Conhecimento guardado dos sobradões seculares, esses novos empreendimentos são revestidos de azulejo ou cerâmica, que protegem as fachadas contra os açoites da chuva e garantem temperaturas mais amenas nos ambientes internos. Mas nada que se compare à artesania e ao bom gosto dos construtores do passado. Boa parte dos edifícios lembra uma pipoca, que vira do avesso e revela o que estava dentro - no caso, o banheiro ou a cozinha. É a voga, quase todo mundo quer ter um apartamento desses, o que aproxima São Luís do gosto comum de outras capitais brasileiras.
    Como era de esperar, a Ilha do Amor não perdeu nem a essência nem a graça. Você cai num congestionamento e, no fim do funil, descobre que uma das pistas está calmamente dominada por uma carroça puxada por jumento (entrega de materiais de construção e pequenos fretes ainda são feitos dessa maneira). Sai a pé, escapa de ser atropelado por um táxi e dá de frente com um vendedor entoando o pregão de seu sorvete de coco. Passeia na Avenida Litorânea e vê que as dunas continuam margeando as praias, não erigiram ali nenhuma nova-iorquinha de frente para o mar. Atravessa a ponte, só vê lama e, na volta, leva um susto com a maré cheia, as ondas explodindo no concreto das colunas. No horizonte, a linha-d’água da imensa Baía de São Marcos, o sol se pondo na Ponta d’Areia, o desenho dos barquinhos na contraluz.
Vibrando com as radiolas
    Passei o Réveillon em São Luís, tive dificuldade em escolher o programa. Ia rolar festa com a Itamaraty, uma das mais poderosas radiolas do Maranhão, que prometia uma virada com muitas "pedras" num clube de reggae junto à Lagoa. Assim como as concorrentes, seus paredões de som servem à clientela com ênfase em agudos e graves. O corpo vibra, o público extasia-se. O hit parade não é mais jamaicano. Quase todas as melôs são produzidas na cidade mesmo, e cantadas em inglês - nem sempre compreensível, há que se dizer. Ídolos locais, como Dub Brown, Toty, Josy Valença, Mr. Clebber, Marco Roger e Jean Holt, tomaram o lugar de Gregory Isaacs, Max Romeo, Jimmy Cliff e outros que tocavam nas radiolas até os anos 1990.
    Com um simples telefonema, fiquei sabendo que naquela noite haveria toque de candomblé na Casa Fanti-Ashanti, de Euclides Menezes Ferreira, o Pai Euclides. Herdeiro do conhecimento passado pelas velhas senhoras do tambor de mina, ele produz livros, CDs, protagoniza filmes e mantém uma disciplinada agenda de festas em seus terreiros. E, a menos de uma hora de barco, uma celebração sob as estrelas me aguardava na Ilha do Livramento, um lugar ainda 100% natural e rústico, do outro lado da baía, bem diante de Alcântara.
    No meio da semana, um grupo de amigos me chamou para um encontro no Bar do Léo. Funciona num pequeno mercado de bairro, sem qualquer afetação ou glamour. À noite, quando fecham as bancas de frutas, verduras e frangos para abate, aquele cantinho resplandece. O dono, Leonildo Peixoto, coleciona música brasileira e internacional de todas as épocas, guarda e expõe LPs, fitas cassete, fotos e pôsteres dos períodos de ouro, além de rádios e televisores antigos, telefones do tempo de nossos avós, redes de pesca e outras peças que amealhou em anos e anos de pesquisa.
Na cola do boi
    Claro, alguns anos sem aparecer me colocaram em situações reservadas a completos forasteiros. Já não é tão fácil passar um domingão no Araçagy, a única praia livre de poluição, pois a fila de carros é desanimadora. Ficou perigoso andar no centro histórico à noite, quando uma horda de "noias" se dissolve solitariamente entre cantos escuros e escadarias.
    E a Lagoa da Jansen, que mereceu um projeto de urbanização, continua recebendo esgotos, ainda que os meios de comunicação insistam em afirmar que o mau cheiro é causado "por uma planta que dá no mangue".
    Ilha do Amor, dona de um conjunto arquitetônico e de uma cultura popular sem iguais, abençoa­da pelo encontro dos rios e do mar, porta de entrada ao Parque Nacional dos Lençóis (um dos mais lindos lugares do planeta), São Luís passa a impressão de ainda não ter acordado de verdade para o turismo. Tem atraído investimentos na hotelaria e os números revelam que há crescimento nas viagens de eventos e negócios. Mas a cidade está no abandono, com lixo em toda parte, praças e canteiros clamando por cuidados, buracos enormes nas ruas e um trânsito sem leis. Até os maranhenses, acostumados com o péssimo serviço público, estão reclamando.
    Não importa, já marquei meu bilhete para junho. Como convém, o São João por lá é diferente, com brincadeiras de bumba meu boi no lugar do forró. Grupos de todo o Maranhão vêm à capital, em uma festa comparável à de Campina Grande, na Paraíba. Quero também colar no Chama Maré, pegar um tambor de crioula na Madre de Deus, comer pitomba apanhada do pé nos sítios do Turu, tomar catuaba com seu Tonico. Sou suspeito para falar, afinal me tornei meio maranhense, mas não trocaria São Luís por santo nenhum.
Da Viagem e Turismo

No claudiohumberto.com.br

VETO DE ROSEANA
A cúpula do PMDB também endossou o veto da governadora Roseana Sarney ao seu inimigo nº 1, ex-deputado Flávio Dino (PCdoB-MA).
DESCARTADO
O ministro José Eduardo Cardozo queria o ex-juiz Flávio Dino em sua assessoria, no Ministério da Justiça. Mas terá de desistir.

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO - Quase 3 mil podem ficar sem escola na Cidade Operária
O IMPARCIAL - Sexta de renúncias: Hosni Mubarak, no Egito. Zé Mario, na Famem. Roberto Carlos, no Timão.

11 de fev. de 2011

Herbert Richers ajudou Sarney a eliminar Cafeteira

Cine Roxy, em São Luís
    Com a ajuda de Herbert Richers,aquele da "versão brasileira" dos filmes hollywoodianos, Sarney apagou parte de sua história política em que contracenou com Epitácio Cafereira.
    Ex-governador do Maranhão, eleito com ajuda do Presidente Costa e Silva, lá pelos idos de 1970 Sarney era candidato ao Senado.
    Certo dia, acompanhado do produtor cinematográfico, Sarney foi até o cine Roxy, na rua do Egito, assistir a um filme contratado a Richers. Foi recebido por Moisés Tajra, dono de uma cadeia de cinema em São Luís. Era intervalo entre a vesperal e a soirèe, que começava às 8h30 da noite. O Cine Roxy era considerado o templo dos cinéfilos abastados ludovicenses. Tanto que carregava o codinome de cinema das estrelas.
O senador Epitácio Cafeteira
    O franzino Herbert Richers ocupou a cabine de projeção do cinema para instruir o projecionista. A sessão de pré-estreia do filme de campanha reuniu o então candidato ao primeiro mandato no Senado (vaticínio), a esposa Dona Marly Sarney; os filhos Fernando, Roseana e Zequinha; e Jaime, filho do governador que o sucedeu Pedro Neiva de Santana.
    Ao fim da exibição Sarney foi até a cabine e pediu que fossem cortadas todas as cenas em que o prefeito de São Luís, Epitácio Cafeteira, aparecia em solenidades de inaugurações de obras. De pronto, foi atendido.
    Pensava que desta forma retiraria do imaginário popular a figura de Cafeteira (hoje senador aliado de Sarney) que por anos a fio seria seu adversário mais satiricamente feroz.
    É tudo verdade. Ou, melhor traduzindo, it´s true, como diria o cineasta Orson Welles.

Além da imaginação

Nelson Mota
    Eu confesso: sou um sarney-dependente, preciso de pelo menos uma dose dele por dia para me divertir, ou me enfurecer. Virou um vício. Há 40 anos acompanho fascinado a sua história com olhos de ficcionista. Porque só numa ficção de alta qualidade poderia existir um personagem verossímil com as características e a trajetória de Sarney, um pobre poeta maranhense que construiu um império sem nunca ter exercido outra atividade que não a politica e os cargos oficiais.
    A vida pública de Sarney é um livro aberto, mas os estudiosos continuam debatendo o enigma do seu sucesso.
    Uma das teses mais polêmicas é que ele empregaria, com verbas publicas, uma grande rede de pais-de-santo do Maranhão para baterem seus tambores dia e noite por ele, enquanto se garante comungando na capela do Curupu. Só o sobrenatural poderia explicar alguém com tão pouco ter ido tão longe. Os mais céticos acham que ele é um homem de fé e sorte.
    Dizem que Sarney, como pessoa física, é até cordial e agradável, um amigo antigo de amigos por quem tenho imenso apreço e respeito, como Ferreira Gullar e Marcos Vilaça. Claro, deve ter lá suas qualidades, mas também seus poderes mágicos, para conseguir sobreviver e crescer tendo feito tudo que fez. Com quem fez. E o que não fez. E não deixou fazer. Pelo que disse, do jeito que disse. Pelo que fala, e como escreve. Além de estilo, Sarney tem sorte. O seu Maranhão, não: há 40 anos mantém o pior IDH do Brasil.
    Mas ele diz que o Senado é transparente e tem o orçamento enxuto, e que fará o sacrifício de presidi-lo mais uma vez. Todos aplaudem. Até ele acredita.
    O meu Sarney é tão grande que se tornou um símbolo. Como uma síntese dos piores vícios e atrasos da política brasileira, ele se agiganta, sobranceiro (êpa ! peguei o estilo), como um grandioso personagem épico, que é como ele mesmo se vê. Mas como o seu talento ficcional é menor que o político, o personagem que ele imagina para si mesmo em seus discursos e entrevistas sempre parece tosco, inverossímil e cômico. Como o real.
    Nem Jorge Amado, Dias Gomes e João Ubaldo, juntos, conseguiriam criar um Sarney.
De A Folha de S. Paulo

Site "A Fronteira" aproxima árabes e brasileiros

   Um canal capaz de aproximar árabes e brasileiros. “A Fronteira/Al Hudud” nasce com o desafio de levar notícias sobre a realidade nacional aos “brimos” e fazer uma leitura do mundo árabe para a "braziliada". Sediado em Foz do Iguaçu, o site bilíngüe será mais uma ponte em busca da integração dos povos.
   A versão em português está programada para estrear nesta sexta-feira, 11, no endereço www.afronteira.com. Nela, o leitor encontra matérias ligadas aos árabes da Tríplice Fronteira e também reportagens envolvendo o Oriente Médio – em especial Palestina e aos países que enfrentam conflitos internos e intromissão imperialista em seus territórios.
   Já o site em árabe está no ar desde 5 de dezembro do ano passado, no endereço www.alhudud.com. Ele reúne os principais fatos do dia a dia da política, da cultura e da economia brasileira, noticiados no idioma pátrio dos imigrantes, facilitando a compreensão dos acontecimentos nacionais.
Idealizadores

   Quebrar a barreira do idioma na hora de acompanhar e produzir as notícias é possível porque o veículo de comunicação tem à frente dois libaneses, radicados há anos em Foz do Iguaçu e formados em jornalismo na cidade. Eles contam ainda com apoio de três colaboradores, especialistas em ciências políticas, administração e direito.
   Os coordenadores do projeto são os libaneses naturalizados brasileiros Ali Salman Farhat (a direiita na foto) e Yassine Ahmad Hizaji. Ali Farhat nasceu em Beirute, capital daquele país, tem 34 anos e veio para cá em 1993. Yassine tem 37 anos, é natural de Kabrikha, no Sul do Líbano, e mora no Brasil desde 1988. Ambos dominam os dois idiomas e conhecem in loco o universo que pretendem retratar.
Conteúdo e público – “A Fronteira” começa sua jornada oferecendo aos internautas notícias, entrevistas, opiniões, fotos e vídeos, em especial das áreas de política, economia e cultura. Tudo num design bem organizado e atraente. O site, atualizado diariamente, também vai priorizar a interatividade entre seus leitores, com espaço para comentários e enquetes.
    Yassine explicou que a maior parte dos conteúdos é diferente. “A versão em português noticia, de uma forma muito peculiar, aquilo que mais interessa aos brasileiros a respeito do mundo árabe. Você não encontrará nela notícias que podem ser facilmente lidas em sites com UOL e G1. Já a versão em árabe insere a realidade brasileira para o idioma dos libaneses e palestinos”, completou.
   O jornalista Ali Farhat, por sua vez, ressaltou a independência e liberdade de expressão do projeto editorial – que em sua linha evita partidarismo e interferência religiosa. “A versão em árabe já está dois meses no ar. Nesse tempo demos espaço para diferentes opiniões, como o artigo de uma mulher que criticou o machismo. Deu muita repercussão e gerou muitos comentários dos leitores”, contou.
Site quer incentivar o
diálogo entre os povos
   “A Fronteira/Al Hudud” propõe um diálogo entre brasileiros e árabes. A idéia é navegar entre diferentes searas, como cultura, reivindicações, mudanças nas relações sociais, enfim abrir a segunda maior comunidade árabe do Brasil e ao mesmo tempo inserir os brasileiros no cotidiano de 12 mil imigrantes e descendentes.
    A origem dos comunicadores é uma vantagem do projeto editorial. Afinal, eles estão enraizados na comunidade árabe, diferentemente dos repórteres brasileiros, que muitas vezes encontram dificuldades nesse campo de trabalho. Isso devido à natural desconfiança dos “brimos” para com os reais interesses da mídia em torno da comunidade.
    Outro diferencial será o filtro que os comunicadores prometem aplicar na produção de notícias relativas ao Oriente Médio. Eles pretendem trazer um retrato e interpretação peculiar sobre os fatos do mundo árabe. Ou seja, nada de mesmice da visão ocidental estereotipada e preconceituosa reproduzida da maior parte da imprensa brasileira.
Do Portal HSFOZ