10 de mai de 2011

Metalúrgicos voltam a paralisar produção da Alcoa no Maranhão

    Os trabalhadores da Alumar/Alcoa acabaram de suspender as atividades na linha de produção da empresa na tarde desta terça-feira (10). Outra parte dos trabalhadores estão de braços cruzados no km 14 da BR-135 (após a PRF) em protesto que começou às 15:35h.
    A greve liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Luís – Sindmetal e Central dos Trabalhadores do Brasil –CTB/MA ocorre em virtude do impasse ocasionado pela Alcoa/Alumar em não querer repassar um reajuste salarial com ganho real, ou seja, com índices acima da inflação do período que foi de 6,36%.
    A Alumar/Alcoa é a única empresa do ramo que se opõe ao reajuste mesmo tendo tido um lucro de 309 milhões de dólares somente no 1º trimestre de 2011, com um crescimento de 22%.
De acordo com representantes do Sindmetal, a manifestação é o quarto ato da greve da categoria deflagrada desde o dia 14 de abril, quando os trabalhadores paralisaram as atividades ao longo do acostamento da BR 135.
   Saúde e segurança no ambiente de trabalho, fim do assédio moral e das terceirizações precárias/fraudulentas, redução da jornada e novo turno de trabalho, são algumas das outras reivindicações.
A gerência da Alumar/Alcoa tentou impedir a greve dos Metalúrgicos através da Justiça. A decisão liminar prolatada pelo Juízo da 2ª Vara do Trabalho determinou que os trabalhadores não bloqueassem a BR 135 – decisão que os trabalhadores sempre cumpriram, pois em nenhuma das paralisações qualquer trecho da BR foi bloqueado - mas que utilizassem de todos os meios legais para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
    A diretoria do Sindmetal informa que os movimentos paredistas continuarão até que a Alumar/Alcoa se posicione propositivamente acerca do reajuste salarial dos trabalhadores.
Da Assessoria do Sindmetal

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