15 de nov. de 2010

Dimas Salustiano é especulado para a Seduc de olho na prefeitura de Imperatriz

     O professor Dimas Salustiano tem o nome especulado para ocupar a Secretaria de Estado da Educação, Seduc. Sem a ficha de filiação no Partido Comunista do Brasil, PCdoB, Salustiano se movimenta em direção a um trampolim arriscado.
    Ex-petista, um dos fundadores da Faculdade São Luís e professor concursado da Universidade Federal do Maranhão, Dimas Salustiano mantém relações cordiais com os Sarney. Tanto que procurou o comando do sistema para integrar o rol dos blogueiros do sistema.
    Professor de direito constitucional rumou para endereço autônomo no período eleitoral em obediência à direção do grupo político do sistema de comunicação junto com os colegas. Sem o link do imirante.com colou o 65 do hoje ex-partido numa alusão de apoio à candidatura de Flávio Dino. Porém, seu apoio ao camarada Dino apresentou os tons velados da conveniência. Toda essa movimentação foi rastreada pelos integrantes da primeira fileira do grupo. Daí sua indicação ser ruminada pelos fieis sarneystas.
    O silêncio em seus posts sobre a exoneração do secretário petista de Educação, Anselmo Raposo, é estratégico. Ausculta com a postura de mestre.
    Atualmente com domicílio e atuação política em Imperatriz, as pretensões de Dimas Salustiano têm o mesmo endereço ocupado hoje pelo prefeito tucano Sebastião Madeira. Para isso, o professor empreendedor se reaproxima do PT. Só precisa superar o rancor do comandante e vice-governador eleito Washington Oliveira (PT).

Homofobia: "O governo está de costas para este problema", diz Luiz Mott


O sociólogo baiano Luiz Roberto Mott

    A agressão contra quatro homossexuais na madrugada de domingo na avenida Paulista, em São Paulo, foi considerada pelo coordenador do Grupo Gay da Bahia, o sociólogo Luiz Roberto Mott, como um confronto entre classes sociais. Em entrevista ao iG, Mott comenta que o caso traz à tona a discussão sobre o direito das minorias e mostra que a violência contra homossexuais tem sido ignorada pelo Poder Público.
    “O caso desses garotos em São Paulo apenas confirma que a intolerância não tem idade nem classe social. Eles alegaram que os rapazes mexeram com eles, mas imagina se todas as mulheres fossem agredir homens que as assediam? Seria uma tragédia pública.” Segundo ele, a agressão de domingo colocou no centro dos holofotes o aumento no número de violência contra homossexuais em São Paulo. De acordo com um estudo realizado pelo grupo até novembro deste ano, o Estado de São Paulo é a região com maior número de crimes contra homossexuais no País. Este ano, dez homossexuais foram assassinados no Estado.
    O Brasil continua sendo o campeão mundial de homicídios contra lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais (LGBT), com 198 mortes anuais, seguido do México com 35 e dos Estados Unidos com 25 mortes. A cada dois dias um LGBT é assassinado no Brasil vítima da homofobia.
    "Não podemos deixar que pessoas continuem morrendo vítimas de preconceito. Estamos no século 21, e essas coisas continuam acontecendo. O governo está de costas para esse problema, falta vontade política para acabar com esse tipo de racismo. Não adianta termos apenas a Parada Gay, se não conseguimos conscientizar a população. Precisamos levar educação até as escolas”, disse o coordenador.
Do Politicahoje

IV Feira do Livro de São Luís - Programação desta segunda,15


AUDITÓRIO MARIA ARAGÃO (100 LUGARES) 
18hs –Análise do discurso: uma abordagem lingüística do hino "Louvação a São Luís" - Caroline Coelho de Oliveira 
20hs – A residualidade literária das cantigas trovadorescas na música popular brasileira: uma análise das músicas de Chico Buarque e Caetano Veloso - Marineis Merçon 

AUDITÓRIO JOSÉ LOUZEIRO (200 LUGARES) 
19hs – O livro como elemento socializador - Mary Ferreira 
21hs – Arievaldo Viana (CE)- Cordel 

CAFÉ LITERÁRIO (40 LUGARES) 
18h30min – Geraldo Iensen e Igor Nascimento - Aspectos da influência da literatura na dramaturgia 
20hs – Sobre Maria Aragão 

CASA DO ESCRITOR 
15h  - Maria Helia Cruz de Lima – Ramagens de emoções e fundamento cristão
16h  - Célio Gitahy Vaz Sardinha - O maior industrial do séculos XIX e XX 
17H  - Alberico  Silva- Educação, Poesia e Arte 
18H  - Carlos Agostinho Almeida de Macedo Couto – Estado, mídia e oligarquia – O poder público e meios de comunicação como suporte de um projeto político para o Maranhão 
19H  - Nicolau Duailibe Leitão – O peão que queria coroar 
20h  - Rosa Rosileia- Amor Puro 
21h  - Claunísio Amorim Carvalho – Terra, Grama e Paralelepípedo

Manchetes dos jornais

AQUI-MA- Reconhecimento sofrido
O ESTADO DO MARANHÃO - Agente é preso por facilitar entrada de armas em Pedrinhas

14 de nov. de 2010

Buraco do Lume: Distribuidora do Maranhão tira do ostracismo clássicos do cinema mundial

Rodrigo FonsecaRIO - David Lynch, Wong Kar-wai, Francis Ford Coppola, Jean-Jacques Annaud e toda a turma do Cinema Marginal brasileiro dos anos 1960 e 70 encontraram em São Luiz, no Maranhão, um aliado devotado a salvar clássicos e cults do cinema nacional e estrangeiro do baú do esquecimento: a Lume Filmes, produtora e distribuidora que vem surpreendendo o mercado de DVDs. Desde 2007, quando distribuiu uma edição digital de "Felicidade" ("Hapiness", 1998), de Todd Solondz, a Lume especializou-se em enviar para locadoras e lojas especializadas produções festejadas pelos críticos - algumas de bilheteria milionária, como "O reencontro", de Lawrence Kasdan -, mas sumidas das prateleiras e até de acervos de cineclubes desde o ocaso das fitas VHS. Em três anos, o selo maranhense já lançou 106 filmes, sendo quatro a cada mês. Anteontem, saiu a remessa de novembro formada por: "Um condenado à morte que escapou" ("Un condamné à mort s'est échappé", 1956), de Robert Bresson; "Nas garras do vício" ("La beau Serge", 1958), de Claude Chabrol; "Roleta chinesa" ("Chinesisches Roulette", 1976), de Rainer Werner Fassbinder; e "Muito mais que um crime" ("Music box", 1989), de Costa-Gavras.


David Lynch tem "Eraserhead" na lista

    - Sabendo-se que só existem salas exibidoras em um número mínimo de municípios brasileiros (382 de um total de 5565), a idéia da Lume é levar cinema autoral a um público cada vez maior e diferenciado. A questão é que os direitos autorais pagos para se licenciar o lançamento de um filme em DVD pode variar de US$ 500 a US$ 15 mil. "Os amantes da Pont-Neuf", de Leos Carax, por exemplo, foi acima $R$ 10 mil - diz Frederico Machado, diretor da distribuidora.
    É ele mesmo quem legenda filmes encarados como pepitas douradas por cinéfilos como "A rosa tatuada", que rendeu o Oscar de melhor atriz a Anna Magnani em 1956, ou "If" (1968), que rendeu a Palma de Ouro em Cannes a Lindsay Anderson. Também premiado com a láurea máxima de Cannes, "O espantalho" ("Scarecrow", 1973), no qual o diretor Jerry Schatzberg juntou Al Pacino a Gene Hackman num drama sobre pobretões à cata de dignidade, estão entre as pérolas que a Lume lança para o Natal. Também para dezembro chegam "Os companheiros" ("I compagni", 1963), de Mario Monicelli, "Os primos" ("Les cousins", 1959), de Chabrol, e "A terceira geração" ("Die dritte Generation", $1979), de Fassbinder.
    - Além da coleção do Cinema Marginal (da qual fazem parte filmes cultuados como "Bang bang", de Andrea Tonacci, e "Sem essa, Aranha", de Rogério Sganzerla) lançada em parceria com o pesquisador Eugênio Puppo, estamos com um projeto de distribuir em DVD filmes brasileiros mais recentes. Já temos a caminho "Os inquilinos", de Sérgio Bianchi, "Hotel Atlântico", da Suzana Amaral, e "A falta que me faz", de Marília Rocha - diz Frederico, que prepara agora o livro "Os filmes que sonhamos", com textos de críticos e ensaístas sobre 100 títulos lançados pela Lume.
    Premiado no recém-encerrado Amazônia Doc.2 - Festival Pan-Amazônico pelo curta-metragem "Vela ao crucificado", Frederico, de 38 anos, iniciou a Lume em 2000, cuidando, originalmente, de uma sala exibidora em São Luiz, o Cine Praia Grande. Com 120 lugares, o espaço dedica-se a trabalhos de realizadores cuja necessidade de invenção é maior do que a ambição de bilheteria.
    - Fizemos uns três festivais internacionais no cinema. Graças a esses eventos, fechamos contatos no exterior que nos permitiram chegar aos detentores dos direitos de comercialização dos filmes que distribuímos agora. Alguns, tiveram uma venda surpreendente, como "A guerra do fogo", de Annaud, que vendeu 7 mil DVDs. "A conversação", de Coppola, e "O conformista", do Bertolucci, venderam 4 mil cópias cada - diz Frederico, maranhense que veio para o Rio cursar Filosofia na Uerj, Jornalismo na PUC e Cinema na UFF, e acabou voltando, sem se formar, para São Luiz onde montou a locadora Backbeat. - Com as rendas do Cine Praia Grande e da locadora, a gente consegue se equilibrar para investir nos projetos de DVD.
    Cada projeto desses, seja uma iguaria para paladares afeitos à estranheza, como o davidlynchiano "Eraserhead" (1976), ou obras talhadas para se ver a dois, de mãos dadas, tipo "O fundo do coração" ("One from the heart", 1982), de Coppola, tem uma equação financeira padrão.
    - De maneira geral, nossos DVDs têm alguns custos fixos: R$ 3 mil é a taxa da Ancine, R$ 3,2 mil é o custo para a replicação de mil cópias, que é o mínimo tirado para cada filme. Depois, pagamos R$ 1 mil pelo projeto gráfico, cujas capas têm uma concepção artística assinada por Renan Costa Lima, e mais R$ 1,2 mil de autoração, que equivale gastos com extras, legendas e a criação do menu de capítulos - explica Frederico.
    Inclua entre os futuros investimentos de Frederico o Festival Lume de Cinema. Já em produção, o evento será uma mostra competitiva, incluindo concorrentes internacionais, prevista para o fim de maio de 2011. Quanto aos DVDs, ele tem uma meta: alcançar o padrão da The Criterion Collection, distribuidora criada nos EUA, nos anos 1980, e famosa por suas edições luxuosas, com libretos e documentários informativos.
    - Queríamos desde o começo incluir nos nossos DVDs uma faixa de comentários de críticos. Mas o custo era alto. Nosso desejo era chegar perto do padrão da Criterion - sonha Frederico. - Talvez com a boa venda dos nossos títulos, a gente faça o capital necessário para isso.
De O Globo 

IV Feira do Livro de São Luís - Programação deste domingo, 14 de novembro

AUDITÓRIO MARIA ARAGÃO (100 LUGARES)
18hs –Lançamentos de livros - SEMED (Educação, poesia e arte)
20hs – "A militância estudantil acadêmica dos anos 30 e 50 revelada por meio da imprensa" - Profª Msc Márcia Cordeiro Costa

AUDITÓRIO JOSÉ LOUZEIRO (200 LUGARES)
19hs – Jaime Lopes Pereira (AM) - Plano editorial/ManausCult

CAFÉ LITERÁRIO (40 LUGARES)
18h30min – Alex Brasil e José Maria Nascimento - O exercício poético/A obra poética revista
20hs – Sofiane Labidi - Discutindo sobre e-books

CASA DO ESCRITOR
15h – Helciane de Fátima Abreu Araújo – Memória, meditação e campesinato
16h – Sanatiel de Jesus Pereira – Maria formiguinha
17h – José Neris- Tábua de papel: estudo de literatura maranhense
18h – Claudinísio Amorim Carvalho – Pergaminho Maranhense: estudos históricos Vol.1
19h – Audir Penha Costa Ferreira – Contos do jaleco branco
20h – Eulália Cristina Costa e Costa – Uma viagem fascinante
21h – Marcus Vinícus Quiroga – Gullar, Gullar

Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS - Tensão política: Vereadores partem para agredir engenheiro e mestre de obras
GAZETA DA ILHA - 2 nomes da rebelião: um pop star e outro dos bastidores
JORNAL EXTRA - Reforma administrativa: Roseana derruba dois secretário de uma só paulada
JORNAL PEQUENO - Caso das contas: PF chama para depois gestor de saúde ligado a Ricardo Murad
O ESTADO DO MARANHÃO -OGX  vai procurar petróleo e gás em mais 8 municípios
O IMPARCIAL - Eles já sabiam: "Fica ligado pode acontecer a qualquer hora"

No Painel da Folha de S. Paulo

Ah, é? A declaração de Aluízio Mercadante (PT-SP) contra a recondução de José Sarney à presidência do Senado teve o dom de fazer com que o peemedebista, desde sempre disposto a permancer na cadeira, assumisse de vez a candidatura.