16 de abr. de 2011

Confirmado em São Luís de Doro Persh no dia 23 de abril.

    A alemã Doro Pesch, ícone do Hard Rock e Heavy Metal dos anos 1980 que excursionará pelo país mostrando pérolas que a consagraram no cenário mundial da música pesada se apresenta dia 23 de abril na mais nova casa de eventos de São Luís, o Let It Beer (antiga Boite Flamingo, Ponta do Farol), empreendimento da Lamparina Filmes que, entre outros eventos trouxe o antológico show dos Scorpions.
    Para o produtor cultural Natanael Júnior, o show de Doro será uma oportunidade imperdível de o público maranhense presenciar mais uma grande apresentação internacional e ainda, de participar de uma comemoração de 25 anos de carreira da roqueira alemã.
    Além de ser uma edição de luxo da antiga Hard Party – evento local de hard rock -, será uma festa em comemoração aos 25 anos de Doro Pesch nos palcos do mundo. São Luís será mais uma vez privilegiada com um evento desse estilo, com muito hard rock”, disse Natanael.
    Ainda de acordo com ele, a nova casa de shows, o Let It Beer, está sendo montada para oferecer comodidade aos frequentadores, a exemplo do que acontece nas grandes capitais, com eventos in door, mas sem tirar o conforto de que vai aos espetáculos.
    Será uma oportunidade imperdível de ver um show internacional, em um local com ótima estrutura, climatizado, com segurança e ambiente com sinuca. A casa terá um novo nome: Let It Beer e passará por mudanças e reformas na estrutura, como palco, som, iluminação e ambientes. Para essa festa estamos investindo em decoração e também aumentando o espaço. Terá um bar temático e a local será como as casas de shows das grandes cidades do Brasil, com uma boa estrutura de palco, som e iluminação”, comentou.
Do Fullrock

Em 4 meses, 240 jornalistas são demitidos das redações brasileiras

Izabela Vasconcelos
    Desde o começo do ano, as redações brasileiras vêm demitindo jornalistas. Nos últimos quatro meses, foram 240 demissões, em São Paulo, Brasília e Sergipe. No entanto, a capital paulista registrou um número maior de dispensas, 218, em veículos como UOL, Estadão, TV Cultura, Abril, Meia Hora SP, Agora SP e Folha de S.Paulo.
    Em muitos casos, os profissionais não serão substituídos, já que as demissões ocorreram por cortes orçamentários, como é o caso da TV Cultura (150), Estadão (22) Meia Hora SP (10) e TV Sergipe (6).
    No começo de fevereiro foram 150 dispensas na TV Cultura, seguidas por 22 no jornal O Estado de S.Paulo, duas no UOL, 32 no Grupo Abril e dez no Meia Hora. Recentemente o Correio Braziliense demitiu sete jornalistas e foi seguido pelo conterrâneo Jornal de Brasília, com oito cortes. A TV Sergipe dispensou seis profissionais e o jornal A Tarde cortou um de seus jornalistas. O episódio mais recente foi o do Grupo Folha, que demitiu uma repórter do Agora SP e um editor da Folha, ambos por comentários no Twitter.
    Estes são apenas os casos conhecidos, divulgados no Comunique-se, em blogs e nas redes sociais. Além desses, é provável que outros cortes tenham ocorrido em redações espalhadas pelo País.
Do Comunique-se

Morador de rua poderá ter poupança na Caixa

    A Caixa Econômica Federal deverá permitir, em todo o território nacional, que moradores de rua possam abrir contas de poupança sem ter que apresentar comprovantes de residência. A decisão, em caráter liminar, é do juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos e atende pedido da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo.
    Vieira Santos assinalou que “ao privar a possibilidade de as pessoas que vivem em logradouros públicos conseguirem obter rendimentos próprios de conta poupança, a Caixa contribui para que os seus parcos recursos financeiros sejam estagnados ou mesmo corroídos, por conta da inflação, nas contas correntes”. Para o juiz, a situação provoca “manutenção dessas pessoas na pobreza e na marginalização, não permitindo retomada da vida com o mínimo de dignidade”. Mapeamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada pela Prefeitura de São Paulo no ano passado, indica que só na capital paulista há 13.666 moradores de rua.
    O caso dos moradores de rua impedidos de abrir poupança na Caixa chegou à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em maio de 2010, quando ocorreu o 1.º Mutirão da Cidadania em São Paulo. O Ministério Público Federal (MPF) foi procurado por um morador de rua, dono de uma “Conta Fácil Caixa” e que não conseguia depositar seu dinheiro numa poupança. A alegação do banco era de que, por ser morador de rua, ele não possuía residência fixa.
    Questionada pelo MPF, a Caixa informou que segue orientação do Banco Central (BC), que exige a apresentação de comprovante de residência para a abertura de conta poupança. O BC confirmou que em regra, exige a apresentação de comprovante de residência, com o objetivo de impedir o uso de laranjas em contas que podem vir a ser usadas para a prática da lavagem de dinheiro. Mas informou também que, no caso de contas poupança, não há necessidade de comprovar residência, bastando o Número de Identificação Social, e a movimentação deve ser de baixos valores, como prevê a Resolução n.º 3.211/2004 do BC.
Da Agência Estado

Manchetes dos jornais

Maranhão

AQUI-MA - Matou a cunhada e estuprou a esposa
ATOS E FATOS - Fraude em cartórios envolve empresários
JORNAL PEQUENO - PF desarticula bando que agia em 6 estados
O ESTADO DO MARANHÃO - Reserva de gás no Maranhão é de 1 bilhão de barris, diz OGX
O IMPARCIAL - Campanha pede basta a mortes no trânsito
O 4º PODER - Matou a cunhada e estuprou a esposa
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Se tudo fosse um conto de fadas

FOLHA DE SÃO PAULO:Homicídios caem 41%, e SP deixa de ser zona epidêmica
O ESTADO DE MINAS:Justiça suspende reforma de Confins
O ESTADO DE S. PAULO:BC indica que alta dos juros não vai terminar tão cedo
O GLOBO:BC avisa que alta dos juros vai durar mais que previsto
VALOR ECONÔMICO:
ZERO HORA:Para acelerar obras da Copa, governo oferece recompensa
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Falha estrutural derrubou prédio
JORNAL DO COMMERCIO:Tiroteio e morte em posto policial
MEIO-NORTE:Polícia prende 18 que roubavam em 6 estados
O POVO:Dengue já matou 25 no Ceará

15 de abr. de 2011

Carta dos bispos ao povo do Maranhão

    Carta dos bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão) aos Presbíteros, Diáconos, às pessoas consagradas, aos fieis leigos e leigas, bem como a todas as pessoas que atuam na defesa e na promoção da vida no Maranhão
“Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão” (Mt 9, 36)
    Nos dias 12, 13 e 14 de janeiro próximo passado, realizamos nossa reunião anual, desta vez em Carolina, no sul do Maranhão. A partir de relatórios, apresentados por diversos setores da Igreja, e de nossa própria vivência pastoral, pudemos mais uma fez refletir sobre a realidade maranhense. Ao contemplarmos a situação de nosso povo, lembramo-nos de Jesus de Nazaré e fomos tocados por sentimentos de compaixão, pois a dura verdade é que grande parte desse povo continua vivendo em situação de sofrimento e de abandono.
Um momento de otimismo
    À primeira vista, parece predominar no meio do povo um sentimento de otimismo e de euforia. Verificam-se intensas expectativas para com o futuro imediato. Há no ar um sentimento difuso de otimismo. De onde provém esse sentimento?
    De um lado, este sentimento parece advir das numerosas promessas oficiais de empregos, de investimentos de toda ordem e de crescimento econômico generalizado. De fato, não podemos negar que mais pessoas têm subido à classe média, com maior acesso a bens de consumo. Também no campo e nas periferias das cidades, tem havido algumas melhorias através de políticas compensatórias como a bolsa família, energia rural e aposentadorias, fato que tem mitigado a extrema pobreza e freado, em parte, o êxodo rural. Num primeiro momento, o acesso ao mundo do consumo funciona como um estimulante. O esbanjamento de dinheiro – pessoal e público –, o consumo de bens, nem sempre de primeira necessidade, como por exemplo, celulares, aparelhos sofisticados de informática e de carros de luxo, parece exercer nas pessoas um fascínio irresistível.
    De outro lado, essas expectativas – embora genéricas – parecem revelar um desejo humano profundo, legítimo, de caráter pessoal e coletivo, de sair definitivamente de uma situação de dependência, de insegurança e de abandono institucional ao qual foi relegado até hoje o povo maranhense. Parece ser a tentativa de se sentir reconhecido como cidadão emancipado, mesmo que inserido num sistema que o obriga a consumir e a gastar compulsivamente, a se endividar e a parecer aquilo que não é na realidade.
    Na vida intra-eclesial, apesar de nossas fraquezas, limitações e pecados, podemos chamar a atenção para dois dados positivos.
    Em 2010, com a nomeação de cinco novos bispos para o Maranhão – bispos diocesanos para Coroatá, para Caxias, para Brejo e para Viana e bispo auxiliar para São Luís –, uma terça parte do episcopado maranhense foi renovado, observando-se que, com exceção do último, todos os outros provêm de nossas comunidades locais.
    O outro dado positivo em nossa vida eclesial é a constatação que, nas três últimas décadas, como fruto de um trabalho contínuo e perseverante, verifica-se um aumento significativo do clero local, formado aqui mesmo no Maranhão. Embora ainda em número insuficiente, esses presbíteros, jovens em sua maioria, sinalizam para uma Igreja cada vez mais enraizada e presente na vida do povo.
    Olhar para o futuro com otimismo e esperança é condição primeira e indispensável para qualquer mudança da realidade presente. Tal atitude, porém, pode ocultar uma tendência quase inconsciente em remover sentimentos de impotência perante a realidade atual. De fato, não podemos negar que a realidade social e econômica do Maranhão é particularmente dura e iníqua. Como bispos, queremos nos associar àquelas ovelhas que, mesmo “no vale das sombras não temem mal algum”, pois, afinal, o Senhor é o único pastor e guarda do rebanho que nos conduz “por caminhos bem traçados e nos faz descansar junto às fontes de águas puras” (cfr. Salmo 23).
    Está na hora de se fazer uma inversão de prioridades e valores
    Sentimos que chegou a hora de não mais aceitar que se jogue com os sentimentos e as expectativas de nosso povo, vendendo-lhes promessas mirabolantes de que tudo, a partir de agora, vai melhorar. Estamos às vésperas da comemoração dos quatrocentos anos da chegada dos europeus a essas terras. É um momento oportuno de se fazer um resgate histórico das formas de luta por liberdade, de resistência à escravidão, de testemunho de coerência de grupos sociais e de evangelizadores que têm marcado positivamente a história de nosso Estado. Esse resgate nos ajudará a fortalecer um projeto popular independente e soberano.
    A história do Maranhão, do Brasil tem sido marcada pela apropriação por parte de pequenos grupos, mediante influências políticas e corrupção ativa, daquilo que pertence a todos. Esses pequenos grupos fazem do bem público um patrimônio pessoal. Talvez por esse motivo, a maioria da população cuide tão mal de nossas praças e ruas, de nossas escolas e hospitais, de tudo aquilo que deveria estar a serviço de todos. Seria talvez uma maneira de reagir – certamente equivocada! – a esse tipo de apropriação indébita.
    Para inaugurar um novo momento histórico, precisamos nos educar para um trato totalmente novo, mais ético, com o bem comum. Sentimos que chegou a hora de se fazer uma radical inversão de prioridades e valores. Não podemos deixar que o Estado continue colocando sua estrutura a serviço quase exclusivo dos grandes exportadores de minério, de soja, de sucos e carnes, construindo-lhes as infra-estruturas necessárias para obter sempre maiores dividendos. Ao contrário, ou paralelamente a isto, os aparatos do Estado devem estar a serviço da integridade humana de todos os seus cidadãos e cidadãs.
    Preocupa-nos sobremaneira que, em nome de um ilusório e equivocado desenvolvimento, entendido de forma redutiva como desenvolvimento exclusivamente econômico – e não na sua acepção integral –, empresários, quadrilhas de colarinho branco, setores do Estado e do Judiciário pisoteiem direitos básicos, transgridam impunemente normas ambientais, desconsiderem medidas básicas de prevenção de saúde pública, agridam povos e territórios tradicionais, rios, matas e seres vivos em geral.
    É urgente que produzamos sinais de uma nova sociedade na qual se proceda efetivamente a uma “inversão de prioridades”, investindo-se maciçamente em saneamento básico universal, em água potável, na distribuição equânime de terras férteis para quem trabalha nela, em unidades hospitalares para todos, em educação formal de qualidade. Está na hora de se fazer uma inversão de prioridades e valores também em relação ao papel do Estado e de seus representantes. Estes estejam em permanente escuta da sociedade civil, dos movimentos sociais, do povo e das suas legítimas aspirações e propostas para um verdadeiro bem comum.
    Juntos a favor de “um novo céu e uma nova terra” (Cfr. Ap 21, 1). Não podemos sonhar com uma nova sociedade se nos deixarmos arrastar por sentimentos de indiferença e de derrota. É preciso, ao contrário, mobilizarmos corações e instituições que ainda possuem sentimentos de compaixão e de justiça. É tempo de missão e de conversão pastoral.
Como pastores
    Juntamente com as nossas comunidades, pastorais e movimentos –, queremos apostar no surgimento de uma nova consciência para que o direito e a justiça se unam definitivamente; para que aquelas instituições públicas que são chamadas a defender os direitos coletivos de nosso povo – Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos e outros – não se omitam. E que assim, como fruto deste esforço e compromisso coletivo, ninguém tenha poder de matar os sonhos e os desejos de felicidade de cada criança, de cada mãe e pai, de cada jovem do nosso Estado.
    Saudamos a todos em Cristo Jesus. Para a nossa Igreja pedimos a graça da coerência e da coragem para que ela possa continuar a missão de Jesus de Nazaré, levando luz aos cegos, liberdade aos cativos, esperança e a dignidade aos pobres de nossa terra (Cfr. Lc 4, 14ss).
São Luís do Maranhão, 14 de fevereiro de 2011
Armando Martín Gutierrez – bispo de Bacabal
Carlo Ellena – bispo de Zé Doca
Enemésio Ângelo Lazzaris – bispo de Balsas
Franco Cuter – bispo de Grajaú
Gilberto Pastana de Oliveira – bispo de Imperatriz e presidente do Regional NE-5
Henrique Johannpoetter – bispo emérito de Bacabal
José Belisário da Silva – arcebispo de São Luís do Maranhão
José Soares Filho – bispo de Carolina
José Valdeci Santos Mendes – bispo de Brejo
Ricardo Pedro Paglia – bispo de Pinheiro
Sebastião Bandeira Coêlho – bispo de Coroatá
Sebastião Lima Duarte – bispo de Viana
Vilsom Basso – bispo de Caxias
Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges – bispo emérito de Viana
Do Blog da CNBB

Tadeu Palácio deve responder ação por ato de impobridade

    A 2ª Câmara Cível do TJ, em sessão na quinta-feira, 14, determinou o prosseguimento de ação movida contra o ex-prefeito de São Luís, acusado de utilizar-se da estrutura municipal para promover publicidade pessoal.
    A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual, mas não foi admitida pelo juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, que considerou irrelevante o prejuízo causado ao erário.
    Em recurso ao TJ, o MPE alegou que o ex-prefeito, no exercício do cargo, praticou autopromoção através da distribuição de panfletos educativos voltados ao trânsito da capital, ilustrados com fotografias suas e frases em primeira pessoa, além de matérias de cunho pessoal lançadas por assessorias de comunicação oficiais e veiculadas em jornais de grande circulação no Estado.
    A relatora do recurso, desembargadora Raimunda Santos Bezerra, acatou o pedido do MPE, reformando a decisão inicial para que o pedido seja recebido e a ação prossiga regularmente.
    A magistrada rejeitou as alegações da defesa do ex-prefeito, entendendo que a moralidade administrativa constitui princípio constitucional, e sua afronta pode e deve ser questionada por meio de ação civil pública.
    Argumentou ainda que a ocorrência de ofensa a direito da comunidade e lesão ao erário precisam ser analisados durante o processamento e julgamento da ação.
Da Assessoria do MPE

Beija Flor vem para o beija mão com Roseana com chances de lavar a burra

    A escolha dos 400 anos de São Luís como enredo da escola de samba Beija Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro, antes mesmo que seja selada, provoca reações mais contrárias que favoráveis.
    Carnavalescos ligados às escolas-de-samba maranhenses e às outras agremiações acham que o financiamento da escola carioca pelo Estado esvaziará os cofres para os nativos. Recheados nos últimos anos pela política de cooptação. Afinal, quem não bate palma para tamanhã bondade. Até mesmo a Bandida cai nessa praia.
    Logo, logo surgiram os defensores da genial ideia de colocar o Maranhão - e os seus 400 anos de descobrimento (sic) - na mídia internacional de carona com as suculentas mulatas cariocas.Da Madre Deus devemos oferecer Patativa para ser destaque ou rainha da bateria.
    Fosse essa coca-cola toda o convite dos dirigentes da escola azul e branca do Rio de Janeiro, nas ruas do centro histórico de São Luís se andaria tropeçando em turistas, e não nos buracos  ou outras saliências protuberantes da falta de cuidado dos setores públicos com o patrimônio. "Venha ver de perto como se abandona o patrimônio cultural da humanidade", deveria ser a placa posta em um dos portais erguidos com recursos da Secma, pós-desfile vitorioso ou não no Sombódromo do Rio.
    Fruto maduro da mídia, a governadora do Estado costuma abrir sorrisos em fotos ao lado de Felipe Dylon (o dublê de surfista e cantor que aqui esteve para ajudar as vítimas das enchentes), de Guilherme Fontes (o ator trambiqueiro que passou a perna em Chatô e veio pedir financiamento do rico Maranhão para concluir o filme nunca concluído) e até com um dos filhos de Francisco, Zezé.
    O carnaval carioca será uma oportunidade ímpar de momentos de celebridade e também a panacéia que faltava para banirmos de vez a violência, o analfabetismo, as escolas ruindo, e toda a ala do Bolsa Família, a maior do Brasil.

Psiquiatra diz que Hospital Nina Rodrigues é pau de dar em doido

    Estarrecedor é o quadro do Hospital Nina Rodrigues, único da rede estadual para tratamento psiquiátrico em São Luís. Em entrevista à Rádio Mirante ensejada pela tragédia do Realengo (Rio), o psiquiatra Hamilton Raposo, pincelou o horror no tratamento aos doentes de todo estado que chegam às carradas na casa de saúde do Monte Castelo.
    Sem banheiros no ambulatório e outras mazelas cumulativas o médico ainda acredita que a saída seja serviço público.
    Segundo Raposo, o corte de 30% nas despesas, adequação a uma política de contençãoo adotada pela Secretaria de Saúde do Estado com todo apoio da direção da casa, serviu pelo menos para promover a isonomia entre a alimentação dos médicos e funcionários do Nino Rodrigues.
    A preocupação do psiquiatra Raposo é com os deficientes que cometem delitos. Não há para onde mandá-los. Resta o confinamento. Alguns são mantidos acorrentados, como forma de impedi-los de evadirem-se. Com ajuda do SUS os deficientes são destinados às poucas casas de tratamento na capital. Muitas ambulâncias, segundo Raposo, que vêm do interior despejam os doentes e retornam aos municípios de origem.
    Não bastasse as deficiências e limitações do hospital, os familiares dos doentes contribuem sobejamente para agravar o quadro. Ao menos 52 doentes foram abandonados pela família no hospital. Xaxado e Maria das Neves, são exemplos desse repugnante desprezo. Doentes mentais, estão há mais de trinta anos residindo na casa.
    A nova política do Ministério da Saúde no tratamento de deficiências mentais enxugou a clientela residente dos hospitais psiquiátrico nos últimos anos. Como consequência o tratamento piorou demasiadamente, pelo menos no Hospital Nina Rodrigues.
    Um rosário de deficiências foram elencadas pelo psiquiatra durante a entrevista que, para se resguardar, reputa o serviço público como o melhor para dar solução aos graves problemas de saúde. Um contra-senso do ato falho.