22 de fev de 2011

Carnaval do Maranhão patrocinado pelo governo do estado cega o contribuinte de tanto brilhar

Portal da decoração do artista plástico Miguel Veiga inspirado no glamour da festa
    O Carnaval da tradição patrocinado pelo governo do estado do Maranhão não tem preço, muito menos transparência. Há uma orientação subreptícia para que assim aconteça a festa que tem como slogan "É você quem brilha. E faz brilhar". Diante de tamanha fulguração os números são ofuscados. 
     É como se o contribuinte não tivesse o direiro de saber quanto custa bancar a festa cujo brilho é atribuído exclusivamente à governadora. Pelo menos assim pensam os articulistas de plantão dos órgãos de comunicação da família, explicitado até em editorial.
    No melhor governo de sua vida a governadora Roseana Sarney (PMDB) retrocede em alguns aspectos, pontualmente positivos registrados nas administrações passadas.
    Quando assumiu o governo em 1995, e lá se vão quase duas décadas, a filha do Senador José Sarney (PMDB) com a ajuda da turma da Madre Deus deu continuidade a uma prática iniciada no governo Lobão: mostrou em planilhas o custo da festa carnavalesca a seus atores e promotores. Desde o valor da contratação dos sistemas de som até o pagamento dos cachês, passando pela decoração e pagamento extra do pessoal do órgão promotor que engordam o salário no período Momesco, tudo era desnudado.
    A prática foi deixada como herança ao governo José Reinaldo Tavares (2002-2006), que assim procedeu nos anos subsequentes ao rompimento com a família.
    No ano passado, o custo da festa se transformou em bate-boca. Em matérias produzidas pela Secom o valor do incentivo cultural inicialmente teria sido de R$ 41 milhões, número corroborado pelo então vice-governador João Alberto.
    Passada a festa, entre a quarta-feira de cinzas e o lava-pratos, os secretários da Cultura, Luiz Bulcão; e da Comunicação, Sérgio Macedo, apressaram-se em desmentir os números e reduzir os gastos para R$ 19 milhões, correspondente a 60% da verba orçamentária do órgão oficial da cultura no estado.
    A comunicação oficial consegue a proeza de falar em glamour sem citar cifras em meio a tanto brilho. A coisa é tão séria que o artista plástico Miguel Veiga, autor da decoração de rua do carnaval oficial e do baile de Gala durante os governos Roseana, cita números e mais números quando se trata de geração de empregos e renda, mas na hora do dinheiro que é bom o paetê se ofusca. Veiga é um empreendedor bem sucedido. Tem fábrica e mandou fazer até uma rua para dar acesso fácil ao endereço no bairro do Anil.
    Diferente dos fofões que entregam a boneca para ver a cor do dinheiro dos foliões, a turma da Madre Deus prefere esconder as cifras sobre a folharesca fantasia do Bicho Terra. Esse governo é o bicho mesmo.
Portal do artista plástico Miguel Veiga com brincantes do tambor de crioula

1 comentários:

julia de fatima de miranda disse...

ootémol meu trabalho é exatamente issúh

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